“Os políticos devem saber honrar a palavra e cumprir os seus mandatos. A confiabilidade é importante em política, mas nós temos candidatos nestas eleições presidenciais que hoje fazem as mesmas juras de amor que faziam há seis meses e há um ano e meio noutras eleições, achando que pelo caminho nós não temos memória e não recordamos tudo aquilo que disseram e tudo aquilo que prometeram”, afirmou.

O ministro da Defesa Nacional falava num comício da campanha de Luís Marques Mendes, que decorreu no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego (distrito de Viseu).

Nuno Melo recordou que André Ventura se candidatou às últimas legislativas, em maio, dizendo que “ia salvar Portugal” e não ia “desistir de ser primeiro-ministro”.

“Seis meses depois parece que salvar Portugal e ser primeiro-ministro já não são questão, Belém é que é”, criticou.

O líder do CDS-PP, um dos partidos que apoia Marques Mendes, a par do PSD, referiu-se também a João Cotrim de Figueiredo, considerando que em junho de 2024 se candidatou ao Parlamento Europeu “numa jura para cinco anos”, e lembrou também que o candidato presidencial já admitiu que não seria feliz em Belém.

“Nós queremos que Cotrim de Figueiredo seja feliz, seja feliz a cumprir o seu mandato em Bruxelas porque é aquilo para que foi eleito e que jurou cumprir”, referiu

O centrista defendeu que “os políticos devem honrar a sua palavra e devem querer cumprir os seus mandatos” e considerou que o líder do Chega e o antigo líder da IL, quando entraram na corrida a Belém, já sabiam que haveria eleições presidenciais no início deste ano.

“Sabiam que pediam votos não tencionando cumprir os seus mandatos, e nós queremos que quem esteja na Presidência da República honre a sua palavra porque esse é o mais alto cargo da nação e a palavra é uma razão de caráter”, salientou.

Sem referir o nome de António José Seguro, Nuno Melo disse que há candidatos que “replicam tanto aquilo que José Luís Carneiro vai dizendo enquanto líder do PS” que parece que preferem estar “na Assembleia da República a fazer oposição ao Governo”.

“Um presidente da República não existe para fazer oposição ao Governo”, salientou, considerando que “a experiência, a previsibilidade e a confiabilidade são ativos fundamentais” para o cargo e o candidato que apoia, pela experiência que tem, “sabe rigorosamente como funcionam as instituições democráticas”.

Nuno Melo sustentou ainda que “Portugal precisa de estabilidade, e de um presidente firme, que tenha uma voz forte”, e “perceba que é importante a estabilidade”.

Além de Nuno Melo, marcaram presença também outras figuras do CDS-PP, como o vice-presidente e secretário de Estado, Álvaro Castello Branco, o secretário-geral, Pedro Morais Soares, e os antigos deputados Hélder Amaral e Francisco Mendes da Silva.

Antes, falou também o mandatário distrital da candidatura, José Costa, como já se dirigiu a Luís Marques Mendes como “senhor presidente da República”.

O presidente do Instituto Politécnico de Viseu pediu aos presentes para se levantarem e gritarem “Marques Mendes, Marques Mendes”, “Marques Mendes presidente”, e fez uma rima: “Tu, que de Portugal entendes, o nosso presidente é Marques Mendes”.

José Costa pediu também aos apoiantes do candidato presidencial para irem “porta a porta” apelar ao voto em Marques Mendes e prometeu “arranjar umas sapatilhas” a “quem não tiver”.