O Barcelona conquistou neste domingo a Supertaça de Espanha, fruto de um triunfo (3-2) frente ao Real Madrid em Jeddah, na Arábia Saudita. Numa edição em formato final four meio espanhola, meio saudita, a equipa catalã conquistou a prova pela 16.ª vez, aumentando a diferença para o Real Madrid nesta competição – a equipa da capital tem 13 troféus.

O campeão espanhol e vencedor da Taça do Rei impôs-se novamente sobre o rival e repetiu o 3-2 que já tinha ditado o desfecho da Taça do ano passado. E impediu, assim, Xabi Alonso de ter nesta prova uma forma de respirar melhor no cargo de treinador dos “merengues”.

Numa partida na qual o Barcelona teve controlo quase total da bola e mais golos esperados (2,60 contra 1,39), o Real até acabou por ter mais oportunidades claras de golo. Mas foi, a nível global, uma partida de superioridade da equipa de Hansi Flick, que acabou por fazer mais por vencer.

O primeiro golo do jogo surgiu aos 36’, com uma jogada de transição finalizada por Raphinha do lado esquerdo, com remate cruzado. Dez minutos depois, Vinícius Jr. também quis sucesso em nome próprio e empatou o jogo depois de driblar dois adversários – um deles com direito a “túnel”.

Logo a seguir, Lewandowski isolou-se e “picou” por cima de Courtois, mas Gonzalo Garcia ainda fez o 2-2 num lance confuso após um canto. Tudo isto aconteceu em cerca de dez minutos, bem perto do intervalo.

A segunda parte não foi tão rica, mas teve mais uma finalização de sucesso de Raphinha, que contou com um desvio para marcar o golo decisivo.

O Real ainda teve alguns lances de perigo, mas conseguiu-os com alguma falta de critério e mais pela quantidade de jogadores e presença ofensiva do que pelo engenho na construção das jogadas. O ex-Benfica Carreras teve, ainda assim, um lance flagrante aos 90+5’ que poderia ter levado a decisão para o desempate por penáltis. Rematou fraco e foi o último verdadeiro lance de perigo.

Notas finais para a expulsão de Frenkie de Jong, que teve uma entrada com força excessiva (pitons na canela) e viu o vermelho directo aos 90+1’, e para Raphinha, cujo impacto (um golo e uma assistência) lhe valeu o prémio de MVP da partida.