Com a chegada dos meses mais quentes, aumenta a circulação de morcegos nas áreas urbanas e rurais, o que exige maior cuidado da população. Esse período coincide com a fase reprodutiva desses animais e, consequentemente, com o crescimento de situações de contato acidental. Mesmo sem registros recentes de raiva humana no Paraná — o último caso com origem no próprio estado ocorreu em 1987 — a vigilância e a prevenção continuam sendo fundamentais.
Levantamento preliminar da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aponta que, ao longo de 2025, foram identificados 59 morcegos com resultado positivo para raiva no Paraná, número inferior ao registrado no ano anterior, quando 82 animais testaram positivo. Já entre os herbívoros, como bovinos, equinos, ovinos e caprinos, houve aumento: foram 216 ocorrências em 2025, frente a 203 em 2024.
A raiva é uma infecção viral grave, transmitida por meio da saliva de mamíferos infectados, geralmente por mordidas, arranhões ou até mesmo contato direto. Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, trata-se de uma doença altamente letal, o que torna a prevenção a principal estratégia de proteção. “Evitar a exposição e buscar atendimento imediato são medidas decisivas para salvar vidas”, reforça.
Diante de qualquer agressão provocada por animais — sejam morcegos, cães, gatos ou outros mamíferos — a orientação é agir rapidamente. O local do ferimento deve ser lavado com água corrente e sabão, seguido da aplicação de antisséptico. Em seguida, a pessoa deve procurar um serviço de saúde o quanto antes para avaliação e, se necessário, início do tratamento preventivo com vacina e/ou soro.
No caso específico dos morcegos, o alerta é ainda maior: apenas o contato direto com o animal pode representar risco de transmissão. Por isso, situações como encontrar morcegos caídos no chão, dentro de residências ou ativos durante o dia devem ser tratadas com cautela, sem qualquer tentativa de manuseio.
Quando a agressão envolver cães ou gatos, é recomendado, sempre que possível, manter o animal sob observação por um período de 10 dias. Caso ele apresente sinais de doença, desapareça ou morra, o serviço de saúde deve ser comunicado imediatamente para reavaliação do risco.
A vacinação anual de cães e gatos continua sendo uma das medidas mais eficazes para interromper o ciclo da raiva e proteger também os seres humanos. Já em relação a animais silvestres ou de origem desconhecida, a recomendação é não se aproximar, especialmente quando estiverem com filhotes, se alimentando ou em repouso.
A adoção de cuidados simples e a busca rápida por orientação médica são essenciais para manter a raiva sob controle e garantir a segurança da população paranaense.
(Redação com AEN)
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