Durante o mês de janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Lagarto intensifica as ações de enfrentamento à hanseníase por meio da campanha Janeiro Roxo, mobilizando a rede municipal de saúde para ampliar a informação, fortalecer a prevenção e incentivar o diagnóstico precoce. As estratégias são consideradas fundamentais para o controle da doença, a redução de sequelas e o combate ao preconceito que ainda afasta muitas pessoas dos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, Erica Santos, ampliar o acesso à informação é fundamental para mudar essa realidade. “A hanseníase é uma doença infecciosa que tem cura. Quando o diagnóstico acontece de forma precoce, conseguimos evitar sequelas e garantir mais qualidade de vida para a pessoa em tratamento”, afirmou.
A doença é causada por uma bactéria que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Os principais sintomas incluem manchas claras, esbranquiçadas ou avermelhadas na pele com perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, ao calor ou à dor, além de formigamento, dormência e fraqueza nas mãos e nos pés. Em alguns casos, podem surgir nódulos, feridas e diminuição da força muscular.
Para a biomédica e gerente do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Lagarto, Jamilly Vidal, reconhecer os sinais é o primeiro passo para interromper a cadeia de transmissão. “Muitas pessoas ainda demoram a procurar o serviço de saúde por medo ou vergonha, mas é importante reforçar que a hanseníase tem cura e o tratamento é totalmente gratuito”, destacou.
Tratamento
Ao perceber qualquer alteração suspeita na pele ou nos nervos, a orientação é buscar imediatamente na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. No local, o paciente passa por avaliação médica e, caso haja suspeita de hanseníase, é encaminhado para acompanhamento especializado.
“Após a avaliação clínica, o paciente é direcionado para o CTA, onde são realizados os exames necessários e iniciado o acompanhamento”, explicou Jamilly Vidal. Ela ressalta que todo o processo ocorre de forma acolhedora. “Temos uma equipe preparada para oferecer um atendimento humanizado, sem julgamentos. A pessoa não precisa ter vergonha de procurar ajuda”, completou.
O tratamento, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é eficaz e interrompe a transmissão da doença logo nos primeiros meses, desde que seguido corretamente. Durante todo o período, o paciente recebe acompanhamento contínuo da equipe de saúde.
Erica Santos reforça que o enfrentamento da hanseníase vai além do cuidado clínico. “Informação salva vidas e também combate o preconceito. Quanto mais as pessoas conhecem a doença, mais cedo procuram atendimento e menos sequelas são registradas”, pontuou.
A SMS de Lagarto orienta a população a ficar atenta aos sinais e a não adiar a busca por atendimento.