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O Salão Vermelho da Estação Educação foi sede na manhã desta terça-feira (13), de uma oficina regional de manejo clínico de arboviroses, promovida pelo GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo) de São João da Boa Vista, ligado à Secretaria Estadual de Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. Médicos e enfermeiros de municípios da Baixa Mogiana se reuniram para aperfeiçoar os cuidados na assistência de pacientes acometidos com doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana.

A oficina foi ministrada pelo médico infectologista Abrahão Bueno Garcia e as principais orientações foram relacionadas à dengue em razão da maior incidência da doença. Segundo ele, o principal desafio da rede de assistência médica é suspeitar de maneira precoce que o paciente esteja com dengue. “A gravidade da dengue é evitável, desde que os sintomas sejam tratados desde o início”, apontou.

O médico falou sobre o contexto histórico da doença, a cadeia de transmissão infecciosa, a biologia dos ovos, as características dos vírus com seus diferentes sorotipos e as reações imunológicas do organismo. Ele também abordou os estágios da doença, os sintomas, a importância da anamnese (coleta detalhada de informações sobre a saúde de um paciente por meio de uma entrevista) e a organização adequada da assistência no tratamento.

Garcia ressaltou a necessidade da assistência em seguir os protocolos de atendimento, que podem evitar o agravamento da doença, e alertou dos riscos de ser acometido mais de uma vez pela doença. “A gravidade é 15 vezes maior em relação à primeira vez”, frisou. Apesar de se ater ao contexto relacionado à dengue, o médico não deixou de falar dos sintomas e da necessidade sobre os cuidados com as demais doenças transmitidas pelo mosquito.