A atriz Solange Couto. Foto: Globo/Manoella Mello

A comunicadora e ativista Beta Bastos detonou a atriz Solange Couto por contradição ao falar do acolhimento recebido no Retiro dos Artistas durante a pandemia e atacar o Bolsa Família no “BBB 26”. A artista espalhou fake news sobre o programa social e, logo depois, se emocionou ao falar sobre a instituição no Rio de Janeiro.

Para a comunicadora, as falas da atriz são contraditórias: “Reconhecer na própria pele a importância de acolhimento e solidariedade, mas demonizar uma política pública que faz exatamente isso para quem mais precisa”.

Ao falar sobre o Bolsa Família, Solange disse que teria conversado com uma adolescente beneficiária do Bolsa Família e uma autoridade que recomendou a ela que não estudasse, mas fizesse mais filhos para ter mais vantagens do programa social.

“Eu vi uma garota dizendo assim: ‘Dona fulana, eu passei para a quinta série, eu quero completar, mas aqui na cidade não tem’. Essa pessoa de poder virou e falou assim para a menina: ‘Você tem benefícios? Que é melhor você ter filhos que estudar!’ Eu não vou dizer o nome do benefício, mas eu vi, ninguém me contou”, disse. Ao contrário do que ela afirma, o programa exige frequência escolar como condição para o recebimento do benefício.

Em conversa com o ator Henri Castelli, no entanto, ela se emocionou ao falar sobre o acolhimento do Retiro dos Artistas. “‘Vem para cá, para o retiro. Você é uma artista, está precisando da gente e temos lugar. Se as suas coisas não couberem na casa que a gente tem para te dar, a gente guarda no casarão’”, contou. O convite foi recebido em 2020.

Veja o texto de Beta Bastos na íntegra:

Enquanto Solange Couto emociona ao relembrar o período em que precisou morar no Retiro dos Artistas durante a pandemia, ela faz questão de atacar o Bolsa Família, um programa que garantiu comida, dignidade e permanência na escola para milhões de famílias.

É uma contradição difícil de ignorar, reconhecer na própria pele a importância de acolhimento e solidariedade, mas demonizar uma política pública que faz exatamente isso para quem mais precisa.

Empatia seletiva não é virtude. E desinformar sobre um programa social essencial não apaga a própria história, só a fragiliza.