A jurista e advogada cujo nome surgiu esta segunda-feira associado à denúncia de assédio sexual por parte de João Cotrim de Figueiredo enquanto este era o presidente do partido e ela uma jovem assessora do respetivo Grupo Parlamentar (GP) foi exonerada dessas funções, a seu pedido, em outubro de 2023, quando tinha sido contratada no início da legislatura, em 2022.

Face a esse pedido de exoneração e ao facto de o Observador ter noticiado que “as alegações de assédio eram conhecidas na IL há dois anos”, sem que existisse desmentido por parte do partido, o DN contactou a assessoria de Imprensa do GP para tentar confirmar tal informação (ou seja, se efetivamente as alegações eram conhecidas há anos no partido) e obter esclarecimento sobre se existiu alguma denúncia interna relativa às alegações em causa.

O jornal quis igualmente saber se, no caso de ter existido essa denúncia, fora instaurado um inquérito ou averiguação, quando e qual o resultado, e se o partido tem um Código de Conduta que inclua normas sobre assédio no trabalho e assédio sexual, solicitando acesso ao mesmo.

A resposta da assessoria surgiu algumas horas depois, numa simples frase: “A Iniciativa Liberal não vai alimentar uma campanha suja que decorre neste momento por via das eleições presidenciais.” O DN insistiu: recusam esclarecer se as alegações de assédio foram denunciadas internamente? O retorno foi: “Não temos mais nada a acrescentar”.

Esta reação reproduz, quase ipsis verbis, as declarações feitas esta terça-feira pelo candidato presidencial da IL, ao reputar a denúncia em causa de “manobra política do mais suja que há”, pedindo “aos portugueses não se deixem enganar por este tipo de campanhas sujas e que confiem que sou a mesma pessoa que sempre fui na vida pública e que não tenho nada a esconder”.