As t-shirts são feitas por uma empresa do grupo Keya, daquele país asiático, que, no seu site, diz ter uma capacidade de produção superior a 100 milhões de peças de têxtil, tendo na Europa a sua representante (Kamp Europe BVBA – também referenciada na t-shirt).
Já os chapéus e cachecóis oferecidos pela campanha como brinde não têm qualquer referência à origem de produção.
O CH VESTE BANGLADESH
As `t-shirts´distribuídas numa ação da campanha de Ventura às presidenciais em Mirandela eram `made in Bangladesh”, segundo se pode verificar na etiqueta, conta a Lusa. São feitas por uma empresa do grupo Keya, daquele país.https://t.co/UciJksXWc7 pic.twitter.com/6sQlhH8htI– Miguel Carvalho (@MIGUELCreporter) January 12, 2026
A maioria dos brindes presentes em Mirandela estava em caixas com referência à empresa Best Oriente, que no seu site afirma ser uma “empresa luso-chinesa” que se posiciona no mercado do marketing promocional “Made in China, com serviço de chave na mão”, tendo estrutura própria de produção em Yiwu, naquele país.
“Isto não é o Bangladesh” é uma das mensagens que consta dos cartazes da candidatura de André Ventura e uma das frases mais repetidas pelo líder do Chega e candidato a Belém em muitas das declarações à comunicação social, durante a campanha eleitoral às presidenciais.
Ainda esta manhã, durante uma visita à Adega de Vila Real, Ventura repetiu a ideia: “Se nós pagássemos melhor aos nossos, nós não precisávamos desta invasão de indianos, do Bangladesh, do Nepal e de todos os outros países.”