Após uma primeira semana de campanha em que subiu na tracking poll da CNN até ao segundo lugar, o candidato presidencial tem um início de segunda semana marcado por duas polémicas
A propósito da acusação de assédio sexual de que foi alvo por uma ex-assessora parlamentar da Iniciativa Liberal (IL), Cotrim de Figueiredo diz que isso não o vai “derrubar”. “Agradeço as centenas de mensagens que recebi. Sobre o assunto, que é muito doloroso, está em curso a entrada de uma queixa por difamação. Se isto tiver que ver com alguma tática política contra a minha candidatura, não é isto que me vai derrubar.”
O candidato presidencial disse ainda que acordou “com força redobrada para enfrentar estes dias de campanha”, acrescentando, no entanto, que “isto é pessoalmente difícil de digerir e muito doloroso”.
“Não vou misturar a minha questão pessoal numa questão política. Se foi feito com esse intuito, não me vão derrubar, não me vão parar. Não é este tipo de manobras – do mais sujo que existe na política – que me fará mudar o meu caminho”, afirmou, garantindo que não pensou em desistir.
Sobre o facto de a ex-assessora trabalhar atualmente no Governo, Cotrim de Figueiredo afirma que isso é uma “informação factual relevante”. “Pode indiciar que num órgão da soberania da nação está alguém que publica mentiras.”
Sobre a declaração de um possível apoio a André Ventura numa segunda volta, Cotrim de Figueiredo disse que foi um “momento bastante infeliz” ter falado dos cenários de segunda volta. “Foi um momento bastante infeliz da minha parte. Assumo falta de clareza”, volta a afirmar o candidato.
Cotrim de Figueiredo afirmou segunda-feira que, numa eventual segunda volta das eleições em que não esteja entre os dois candidatos, não excluía o apoio a ninguém.