Em 2002, quando a LusoSpace nasceu, falar de indústria espacial em Portugal ainda soava como ficção científica a muitos ouvidos. Não para Ivo Vieira nem para a família, “sempre muito fora da caixa”, que o apoiou desde o início, como conta a “O Futuro do Futuro”. Agora, estão a construir as bases para, em breve, termos um ‘Waze’ que nos pode guiar pelos oceanos.

“Começámos numa garagem num prédio meio destruído, portanto foi literalmente uma divisão de cerca de 10 metros quadrados com três pessoas”, recorda Ivo Vieira, fundador da empresa, em conversa com o jornalista Pedro Miguel Coelho. Um dos sócios era colega da faculdade, outro um amigo do Kung Fu, uma equipa que deu origem à primeira empresa aeroespacial portuguesa.

Matilde Fieschi

Do confinado lugar do início do negócio, para a imensidão da atmosfera terrestre, a firma nacional está a trabalhar para lançar uma constelação de 12 satélites que permitirá criar o sistema de navegação acessível aos marinheiros de todo o mundo. Os primeiros quatro, com nomes de poetas, saem já nos próximos meses. Estamos a falar de algo que não existe e que vai acrescentar um grande valor para a comunidade marítima”, sublinha Ivo Vieira. O objetivo é simples: tornar a navegação mais segura e inteligente, com a tecnologia portuguesa a liderar.

Saiba como n’”O Futuro do Futuro”, disponível nos sites do Expresso, da SIC e da SIC Notícias e nas principais plataformas de podcasts.