A história de vida de Joana D’Arc vai muito além dos palcos. A recruta da «1.ª Companhia» tem sido um exemplo para os colegas.

Joana D’Arc é uma das concorrentes da terceira edição de “1.ª Companhia”, mas a sua história de vida vai muito além do reality show da TVI. A cantora tinha apenas 16 anos quando começou a sentir os primeiros sintomas de uma doença que viria a mudar-lhe a vida. Um ano depois, chegou o diagnóstico: artrite reumatoide, uma condição crónica, dolorosa e incapacitante.

No verão de 2024, Joana D’Arc falou abertamente sobre a doença numa entrevista a Manuel Luís Goucha, no então programa Goucha. “É uma doença muito complicada. Efetivamente, dá muita dor, porque as articulações estão sempre muito inflamadas. Estou acompanhada, faço medicação diária… É uma doença diária, mas é uma doença que pode ter algum controlo”, explicou na altura.

O início foi marcado por sustos e incertezas. “Com 16 anos comecei com os primeiros sintomas. Ia para a escola normalmente, lembro-me que era Dia dos Namorados, acordei, coloquei os pés no chão e tombei. Os tornozelos estavam tão inchados que caí para a frente”, recordou. Seguiram-se meses de idas às urgências, exames e episódios cada vez mais frequentes, até que, cerca de um ano depois, o diagnóstico foi finalmente confirmado.

Ao longo do percurso, Joana D’Arc enfrentou várias cirurgias e limitações físicas. “Tenho prótese na anca, tenho também nos dedos das mãos, o meu pé direito não tem praticamente mobilidade alguma”, revelou. Ainda assim, nunca deixou que a doença a definisse. “A doença nunca me impediu de fazer nada, enquanto cantora, mulher ou pessoa. O palco é o único sítio onde não tenho dores: salto, canto e danço, lá sou uma mulher saudável”, confessou.

Num vídeo exibido antes da entrevista com Goucha, a artista admitiu que, inicialmente, desvalorizou os sinais. “Pensei: ‘vou tomar os comprimidos e vai ficar tudo bem’. Só que isso não aconteceu. Senti-me frustrada”, contou, acrescentando que foi uma conversa com o médico que a ajudou a aceitar a realidade: podia fazer tudo na vida, desde que aceitasse a doença.

A entrega ao trabalho e à música sempre falou mais alto. Um exemplo disso foi quando, após uma cirurgia à anca realizada num domingo, subiu ao palco na quinta-feira seguinte para atuar numa festa em Esposende, também para proteger todos os profissionais envolvidos no espetáculo. “Quando estou no palco, esqueço-me das dores. Mas as dores existem, não vou ser hipócrita. Quem tem artrite reumatoide tem sempre dores”, assumiu.

Na mais recente gala da “1.ª Companhia”, o esforço, a resiliência e a postura de Joana D’Arc foram amplamente reconhecidos pelos colegas, fatores determinantes para ter sido escolhida como melhor camarada.

Noélia Pereira destacou o exemplo da cantora: “A Joana é um exemplo para muita gente aqui. Ela tem limitações, não se queixa e faz. Outros não têm limitações nenhumas e queixam-se”. Também Soraia Carrega elogiou a força da colega: “É de uma força que espero um dia vir a ter”. Já Sara Santos reforçou: “Ela aqui não se queixa. Levanta-se todos os dias à mesma hora que nós e é um grande exemplo para todos”.

Uma história de superação, coragem e amor à vida que continua a marcar quem acompanha Joana D’Arc dentro e fora da televisão.