O Rio de Janeiro atingiu a meta de cobertura vacinal em apenas uma vacina em 2025. Somente a BCG, dose que protege bebês da tuberculose, ficou em 93,37%, acima da meta de 90%. A segunda vacina mais aplicada nos primeiros 30 dias de vida foi contra a Hepatite B que ainda assim ficou abaixo de 90%, alcançou 88,62%. A vacinação contra a pólio, que causa paralisia infantil, ficou abaixo de 80%.
Em entrevista ao CBN Rio, a gerente de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Keli Magno, alerta para a importância da vacinação e destaca que, desde 2016, a redução na imunização vem sendo observada, com aumento 2023:
“O Brasil tem um programa muito importante de referência de vacinação, então nós temos no passado índices que a gente alcançava a meta, se não em todas, praticamente em todas as vacinas que estavam disponíveis pelo Sistema Único de Saúde, e hoje a gente observa nessa redução, como eu falei, desde 2016 a gente vem observando essa redução com um aumento em 2023, e aí eu atribuo muito, a gente atribui muito essa redução justamente a essa percepção de risco”.
A vacinação contra a Covid-19 tem cobertura de 3,18% para menores de 1 ano de idade. Em relação à população em geral, a cobertura para a vacina contra a covid-19 está em 86,31%, para duas doses; 54,59%, para três doses; 20,70%, para quatro doses; e 22,68%, para a bivalente.
No caso da Tríplice Viral, para 1 ano de idade ou mais, a cobertura está em 90,93% (1ª dose) e 69,73% (2ª dose), abaixo da meta de 95%.
A Pólio injetável VIP, para menores de 1 ano de idade, está em 79,35%, e o reforço, para 1 ano de idade ou mais, está em 77,22%, também abaixo da meta de 95%.
- Para menores de 1 ano de idade: DTP, 80,50%; Pneumo 10, 85,76%; Meningo C, 83,28%; Penta (DTP/HepB/Hib), 80,38%; Rotavírus, 83,05%.
- Para 1 ano de idade: Hepatite A, infantil; 73,89%; DTP (1º reforço), 78,23%; Pneumo 10 (1º reforço), 83,17%; Varicela, 69,87%; Meningocócica Conjugada (1º reforço), 84,23%.
A SES-RJ adverte que é muito importante que as crianças sejam vacinadas para evitar a circulação dos vírus e, consequentemente, do agravamento das doenças. Os dados são do Sistema Seidigi-Demas, do Ministério da Saúde, e estão sujeitos a alterações.