Chama-se “Gente pouco recomendável”

O livro de Sarah Wynn-Williams, antiga diretora de Políticas Públicas Globais do Facebook chega às livrarias portuguesas a 21 de janeiro pela Editorial Presença. “Gente Pouco Recomendável – Uma história real sobre poder, ganância e idealismo perdido” é apresentado como o livro que Mark Zuckerberg tentou silenciar e promete um retrato crítico do interior de uma das empresas mais influentes do século XXI.

O livro relata a experiência da autora dentro do Facebook, a partir de 2009, quando Sarah Wynn-Williams, então diplomata neozelandesa, decidiu mudar de carreira e integrar a empresa que prometia “mudar o mundo”. À medida que ascende na hierarquia, descreve um ambiente marcado por ambição, misoginia e hipocrisia, num contexto de poder sem escrutínio e de uma cultura empresarial obcecada pelo crescimento.

“Este é o livro que Mark Zuckerberg tentou silenciar, e muito provavelmente, com boas razões para isso. Com uma voz crítica, franca, mas ao mesmo tempo deliciosamente sarcástica, este livro é um retrato implacável sobre a corrupção moral e política do setor digital, revelando a leviandade com que são tomadas as grandes decisões que condicionam a vida de milhares de milhões de pessoas”, lê-se na sinopse.

A autora está proibida de promover o livro uma vez que, nos Estados Unidos, a Meta conseguiu uma decisão jurídica que determina a suspensão temporária da promoção do livro por parte da autora. De acordo com o Guardian, tribunal considerou que, sem essa medida, a empresa sofreria uma “perda imediata e irreparável”. 

Um porta-voz da Meta afirmou que a decisão confirma que o livro é “falso e difamatório” e que “nunca deveria ter sido publicado”. 

Sarah Wynn-Williams é ex-diplomata da Nova Zelândia, antiga advogada e dedica-se atualmente às questões da tecnologia e da inteligência artificial. O livro chega agora ao mercado português num contexto de forte polémica internacional em torno do seu conteúdo.