“Imigração! Portugal aceitou pagar 8,4 milhões de euros à União Europeia para escapar às 420 recolocações obrigatórias de requerentes de asilo em 2026″, destaca-se num tweet de 13 de janeiro que motivou pedidos de verificação de factos pelo Polígrafo.
Sublinha-se também que “a decisão veio no Jornal Oficial da União Europeia e define quotas por país, permitindo esta saída financeira a 20 mil euros por cabeça“.
Esta alegação tem fundamento?
Sim. A informação em causa, com a determinação do valor, foi publicada esta semana no Jornal Oficial da União Europeia (pode consultar aqui).
Aliás, no dia 12 de janeiro, a SIC Notícias avançou que “entre acolher 420 requerentes de asilo ou pagar para que outros países o façam, o Governo escolheu a segunda opção. Portugal compromete-se a pagar, a partir de junho, 8,4 milhões de euros para a reserva de solidariedade destinada a ajudar países sob pressão migratória”.
De acordo com a mesma fonte, em dezembro de 2025, os Estados-membros da União Europeia “chegaram a um acordo para redistribuir, em 2026, 21.009 requerentes de asilo”, provenientes de países como Espanha, Itália, Grécia e Chipre. “A Portugal caberia uma quota de 2%, equivalente a 420 pessoas, mas o Governo deixou desde logo claro que não iria receber nenhuma“.
Entretanto, no dia 13 de janeiro, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, ressalvou que a Comissão Europeia está a efetuar “uma reavaliação da situação portuguesa“, indicando que a compensação prevista de 8,4 milhões de euros “seria o que resultava da situação que constava nas estatísticas que estão ultrapassadas”.
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Avaliação do Polígrafo:
