Actualmente, nos Estados Unidos, os proprietários de automóveis da marca podem adquirir a funcionalidade de full self driving (FSD), que se pode traduzir por condução autónoma total, através de um pagamento único de oito mil dólares (6865€, ao câmbio actual) ou optar por uma subscrição de 99 dólares por mês (cerca de 85 euros).
Em Portugal, o cenário é distinto. A opção de compra vitalícia da “capacidade de condução autónoma total” custa, neste momento, 7500 euros, não existindo ainda o modelo de subscrição mensal disponível para o mercado nacional. Resta saber se esta alteração anunciada por Musk implicará o fim imediato da opção de compra única também na Europa.
É importante sublinhar que, apesar da designação, o FSD é um sistema de assistência à condução, exigindo que quem está ao volante mantenha a atenção e intervenha sempre que necessário.
No ano passado, a Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos EUA (NHTSA, na sigla original) abriu um inquérito a 2,88 milhões de veículos Tesla equipados com este sistema. A decisão baseou-se em mais de 50 relatos de violações de segurança e numa série de acidentes.
A marca liderada por Musk adicionou o termo “supervisionado” ao FSD nos veículos de passageiros para reforçar a responsabilidade do condutor. A versão não supervisionada do software é utilizada exclusivamente em contextos internos, como na deslocação dos automóveis das linhas de montagem para os parques de entrega em algumas das fábricas. Na Europa, esta funcionalidade é mais limitada, apesar de a Tesla já estar a trabalhar com as entidades para certificar a tecnologia.
Para distinguir as funcionalidades: o Autopilot (piloto automático base) ajuda os veículos a acelerar, travar e manter-se na faixa em auto-estradas. Já o FSD é mais avançado, permitindo mudanças de faixa de rodagem e o reconhecimento e cumprimento da sinalização luminosa em ambiente urbano.