Armadilhas como essa são instaladas nas residências, escolas e prédios para mapear áreas de maior foco do mosquito

Desde o início de 2025, a Prefeitura de Cambé, através da Secretaria Municipal de Saúde Pública, passou a adotar uma nova estratégia de combate ao mosquito da dengue, o Aedes aegypti. Visando coletar informações mais precisas, garantindo o direcionamento das ações em áreas com mais focos e bloqueando a infestação da doença, os servidores da Prefeitura começaram a instalar as Ovitrampas. Essa é uma armadilha com água parada para coleta de ovos, que permite a identificação das regiões mais críticas no município. Entenda como ajudar no combate ao mosquito.

A ovitrampa é uma armadilha utilizada para a vigilância do Aedes aegypti e do Aedes albopictus, desde 1965, para coletar ovos desses vetores. Hoje, as armadilhas nada mais são do que recipientes de plástico com água parada, geralmente na cor preta, de boca larga, com uma palheta de madeira, que serve para depósito dos ovos pelos mosquitos.

O Ministério da Saúde recomenda que todos os municípios instalem as armadilhas, fazendo monitoramento periódico, para ter informações sobre a infestação dos mosquitos. Isso garante com que as ações de controle seja feita nos locais corretos, bloqueando focos e infestação. Além disso, as ovitrampas são consideradas uma ferramenta para a captura em massa de mosquitos, já que possibilitam remover centenas de ovos do ambiente de uma única vez.

As armadilhas são instaladas a cada 300 m entre uma e outra e, atualmente, há 327 ovitrampas em Cambé. O monitoramento é semanal e realizado por dois agentes de combate às endemias (ACE). Esses profissionais visitam os locais onde as armadilhas estão instaladas, efetuam a troca da palheta e orientam o responsável pelo imóvel.

A Prefeitura pede para a população receber os agentes e não impeçam que eles instalem as armadilhas nos quintais, garantindo maior efetividade das ações. Os agentes estão sempre uniformizados e se deslocam pelo território em veículo oficial da Prefeitura. Normalmente, percorrem o mesmo itinerário, facilitando o vínculo com os responsáveis. Em caso de dúvidas se a pessoa é um servidor ou não, ligue no telefone (43) 3174-9415.

Para Kécia Costa, coordenadora dos serviços de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, a ovitrampa é uma estratégia importante para monitoramento e combate ao vetor da dengue. “Todos os anos, o município enfrenta epidemias dessa doença, que afeta pessoas de todas as faixas etárias, causa óbitos e impacta a vida de toda a população. Identificar áreas de maior circulação do mosquito nos ajuda a tomar medidas de controle mais eficazes”, disse.