As tendências de decoração para 2026 revelam um momento de amadurecimento do morar. Depois de anos marcados por minimalismo rígido e neutralidade extrema, os interiores passam a refletir desejos mais complexos: conforto emocional, identidade cultural, tecnologia integrada e espaços pensados para a vivência real.
A seguir, reunimos os principais caminhos apontados que devem bombar no próximo ano.
1) O branco como pausa visual e base de equilíbrio

A cor branca reflete a busca por ambientes mais calmos e organizados visualmente (Unsplash/Reprodução)
A escolha da Pantone por um tom de branco como cor do ano traduz um desejo coletivo por descanso e desaceleração. Para Luiza Andrade, sócia do escritório Andrade e Silva, essa neutralidade não representa ausência, mas, sim, um ponto de equilíbrio dentro dos espaços.
reflete a busca por ambientes mais calmos e organizados visualmente, especialmente em um cotidiano cada vez mais acelerado. Em 2026, o branco e os tons claros aparecem como base para projetos que pedem leveza, mas sem abrir mão de identidade.
2) Maximalismo como linguagem dominante

Em 2026, o excesso passa a ser intencional e carregado de significado (Unsplash/Reprodução)
O maximalismo deve se consolidar de vez em 2026. Na leitura da arquiteta Heidy Briotto, o excesso passa a ser intencional e carregado de significado. Mais cor, mais textura, mais informação visual e mais contraste entram em cena, substituindo propostas excessivamente contidas.
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O branco, nesse contexto, atua como respiro entre camadas de estímulo, permitindo que o maximalismo seja expressivo sem se tornar caótico.
3) Texturas em evidência e materiais sensoriais

Será possível observar a valorização de superfícies táteis, como madeiras com veios aparentes, tecidos volumosos e acabamentos de pintura com textura (Unsplash/Reprodução)
Com uma paleta mais neutra como pano de fundo, os materiais ganham protagonismo. Luiza aponta a valorização de superfícies táteis, como madeiras com veios aparentes, tecidos volumosos e acabamentos de pintura com textura. O toque passa a ser tão importante quanto a estética, reforçando a dimensão sensorial dos ambientes e aproximando os espaços da experiência humana.
4) Retorno das madeiras escuras e cores vibrantes

O ano apresentará um retorno massivo das madeiras nacionais mais escuras, como jatobá, jacarandá, ipê e louro-preto (Unsplash/Reprodução)
Na contramão das madeiras claras que dominaram os últimos anos, Heidy observa um retorno massivo das madeiras nacionais mais escuras, como jatobá, jacarandá, ipê e louro-preto. Esse movimento vem acompanhado de cores intensas, azul cobalto, vermelho, laranja, e de tecidos florais, listrados e geométricos, sempre com alto contraste. O minimalismo perde força, dando espaço a uma estética mais expressiva e brasileira.
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5) Tecnologia integrada e menos visível

Sistemas integrados economizam tempo, reduzem esforços e permitem que o morador aproveite melhor os espaços (Unsplash/Reprodução)
A automação deixa de ser um luxo e passa a ser parte natural da casa. Para Luiza, as pessoas estão cada vez mais abertos à tecnologia quando ela simplifica a rotina. Sistemas integrados economizam tempo, reduzem esforços e permitem que o morador aproveite melhor os espaços.
Em 2026, a tecnologia não disputa atenção visual: ela funciona de forma silenciosa e eficiente.
6) Inteligência artificial no cotidiano doméstico

A IA impacta a indústria, os processos de fabricação e a personalização dos ambientes (Divulgação/Amazon)
Heidy destaca que a inteligência artificial será cada vez mais presente nos lares, seja em sistemas de automação mais intuitivos, seja em dispositivos que facilitam a vida diária.
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A IA também impacta a indústria, os processos de fabricação e a personalização dos ambientes. O futuro aponta para casas inteligentes de forma orgânica, quase imperceptível, integradas ao dia a dia sem protagonismo estético.
7) Casas menos instagramáveis e mais vividas

Os interiores passam a ser menos pensados para fotos e mais para a experiência real (Unsplash/Reprodução)
O comportamento do consumidor indica uma mudança clara de prioridade. Luiza observa uma busca crescente por espaços que incentivem o convívio, o contato humano e a identificação emocional.
Em resposta a uma vida cada vez mais digital, os interiores passam a ser menos pensados para fotos e mais para a experiência real, com layouts que aproximam pessoas e estimulam o uso cotidiano.
8) Valorização da cultura e da identidade

A casa passa a contar histórias por meio da materialidade, do mobiliário e da decoração (Unsplash/Reprodução)
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Para Heidy, 2026 marca um retorno à essência do morar brasileiro. A casa passa a contar histórias por meio da materialidade, do mobiliário e da decoração. Peças artesanais, referências culturais e soluções que traduzem a diversidade do país ganham força, ampliando a identidade dos projetos e afastando a padronização global.
9) Arte brasileira como protagonista do décor

A arte brasileira traz cor, profundidade e narrativa aos ambientes na decoração este ano (Andressa Guerra/CLAUDIA)
A presença da arte se intensifica nos interiores. Luiza aposta em uma valorização maior das obras de artistas brasileiros, que trazem cor, profundidade e narrativa aos ambientes. A arte deixa de ser complemento e passa a ser elemento estruturante do projeto, especialmente em espaços de base neutra.
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