Os rumores já circulam há algum tempo. O líder da Chechénia, Ramzan Kadyrov, estará gravemente doente. A informação foi avançada nos últimos dias pelos serviços secretos pertencentes ao Ministério da Defesa da Ucrânia: o aliado de Vladimir Putin desenvolveu um quadro clínico grave de insuficiência renal, terá estado hospitalizado no final de 2025 e precisa de diálise para sobreviver.
Esta não é a primeira vez que os serviços de informações ucranianos fazem este tipo de revelações, mas há vários sinais de que a saúde de Ramzan Kadyrov é delicada. Ainda assim, o líder checheno, de 49 anos, que até já admitiu que “não gostaria de viver até à velhice”, tem feito questão de rejeitar as alegações.
Ainda esta quarta-feira, citado pela agência de notícias RIA, o líder checheno garantiu que não tem “problemas renais, nem de estômago”. “A única coisa que não suporto é pimenta, mas fora isso, estou perfeitamente saudável. E tenho força”, disse Kadyrov.
No entanto, as informações que circulam asseguram que o líder da Chechénia estará já a preparar a sucessão. Neste sentido, no início deste ano, Ramzan Kadyrov apontou um dos seus filhos, Akhmat Kadyrov, como vice-primeiro-ministro da região.
Esta escolha denota uma esta luta pelo poder nos bastidores pelo futuro da Chechénia, região onde já se travaram duas guerras separatistas desde o final da União Soviética. O Kremlin pretende ter alguém mais submisso na liderança da república islâmica da Federação Russa, mas Ramzan Kadyrov quer ver membros da sua família nos cargos de destaque.
Em declarações ao jornal britânico Times, Harold Chambers, explicou que a nomeação para vice-primeiro-ministro se prendeu com os receios do líder checheno de que o Kremlin tente controlar a liderança da região. “É esse facto, juntamente com a sua saúde precária, que fazem Kadyrov acelerar a promoção dos seus filhos para cargos mais elevados”, realçou.
Do lado da Rússia, há dois nomes ideais para suceder ao líder checheno: o comandante militar Apti Alaudinov ou o deputado Adam Delimkhanov. Em sentido inverso, Ramzan Kadyrov gostava de ver um dos seus filhos — em particular o seu terceiro filho, Adam, de 18 anos — a ser o seu sucessor.
Os serviços secretos ucranianos falam em três nomes para suceder a Ramzan Kadyrov: mencionam o comandante Apti Alaudinov (que seria o preferido da Rússia), o ainda primeiro-ministro checheno, Magomed Daudov, ou o filho do líder checheno, Akhmat.