“Eu estava um pouco nervoso para fazer, por ser explosivos na cabeça. (…) A gente não tinha muitas possibilidades de repetição. Então, tinha que ser muito assertivo, porque até preparar um outro mecanismo pra explodir minha cabeça, não ia dar. Meio que tinha um take pra fazer”, disse ele.
Segundo Ítalo, o diretor Kleber Mendonça Filho fez questão de dar uma última orientação antes da ação, reforçando o clima de concentração no set.
Você vê que no vídeo o Kleber ainda me dá uma última indicação. Eu tô lá concentrado, ele me chama ‘Ítalo, Ítalo’. Aí eu ‘oi?’, diz ‘não’. Aí eu grito ‘não’ e [o tiro] acontece.Ítalo Martins
Encenar a morte virou parte marcante da trajetória do ator. Ítalo lembrou que todos os personagens que assumiu até hoje morriam e que sua primeira morte na TV repercutiu fora do país. Ele liga o tema à experiência pessoal de perder o pai na infância.
“Meu pai morreu aos 33 anos, quando eu tinha 11. (…) Eu cresci achando que eu não ia viver mais que os 33 anos. É engraçado o quanto a morte pode afetar a cabeça de uma criança”, disse ele.
Para Ítalo, morrer no audiovisual virou uma forma lúdica de lidar com a finitude.