“O Ministério dos Negócios Estrangeiros informa que foi determinado ontem, 14 de janeiro, o encerramento temporário da embaixada de Portugal no Irão”, refere uma nota de imprensa divulgada esta quinta-feira.

Segundo a nota, “todos os portugueses naquele país foram contactados, tendo oito cidadãos nacionais já abandonado território iraniano”.

O ministério tutelado por Paulo Rangel acrescenta que “alguns cidadãos” estão em processo de saída, sem adiantar mais pormenores “por motivos de segurança”.

Dez cidadãos nacionais, “sete dos quais detêm dupla nacionalidade, portuguesa e iraniana, quiseram permanecer no país”, acrescenta-se na nota.

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro de 2025, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.

A Iran Human Rights (IHRNGO) elevou para 3428 as mortes registadas nos protestos, alertando que são casos que conseguiu verificar e que o número real deverá ser superior.

O presidente norte-americano, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente as autoridades iranianas com uma intervenção militar contra a República Islâmica e instou os manifestantes a prosseguirem protestos. Teerão ameaçou realizar um ataque preventivo, alegando, sem apresentar provas, que Israel e os Estados Unidos orquestraram os protestos.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se hoje de emergência para “uma reunião informativa sobre a situação no Irão”, a pedido dos Estados Unidos, anunciou o porta-voz da presidência do Conselho, atualmente nas mãos da Somália. A reunião do grupo de 15 países está marcada para as 15 horas (22 horas em Portugal continental), segundo um comunicado do porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.