Jogar bem ou mal é uma questão subjetiva. Há quem diga que, invariavelmente, quem ganha é quem joga melhor. Outra corrente argumentaria que a superioridade é de quem cria oportunidades de golo. As estatísticas, tal como qualquer facto, são passíveis de várias leituras. Mas são indesmentíveis.
Por isso, o Maisfutebol traz-lhe os principais números do Clássico que dividiu paixões na noite desta quinta-feira, entre FC Porto e Benfica, no Estádio do Dragão. Um golo de Jan Bednarek, aos 16 minutos, permitiu aos azuis e brancos seguir em frente para as meias-finais da Taça de Portugal.
A principal estatística trazida pelo Sofascore é essa – o golo marcado. Mas o jogo é feito de muitos mais pequenos duelos. Em traços gerais, os dados confirmam aquilo que foi o filme do jogo. Um relativo equilíbrio na posse da bola e nos remates, com ligeiro ascendente encarnado.
FC Porto rematou enquadrado mais vezes e superiorizou-se nos cantos
Escassearam as grandes oportunidades, ou seja, chances claras de golo – apenas uma para cada lado e ambas falhadas. Pavlidis falhou o empate na pequena área, aos 90 minutos, e Froholdt não reagiu da melhor forma à ressaca de uma primeira defesa de Trubin, aos 19 minutos.
Porém, registaram-se muito mais remates. 15 do Benfica, contra 11 do FC Porto. Contudo, os dragões foram mais certeiros, com cinco tiros à baliza contra apenas três dos encarnados. Tanto que obrigou Trubin a fazer mais defesas (quatro) do que Diogo Costa (três).
De resto, os portistas foram superiores apenas nas faltas (14 contra 12) e nos… cantos. Foram sete, três deles de seguida, culminando no golo de Jan Bednarek. A equipa de José Mourinho teve apenas três durante toda a partida.
Benfica teve o dobro dos passes no último terço e ganhou mais duelos
Se seria de esperar que o FC Porto tivesse melhores números a nível defensivo, desengane-se. As estatísticas do Sofascore dizem que os encarnados tiveram mais desarmes (24 contra 14) e mais duelos ganhos (66 para 54), talvez pelas recuperações rápidas de bola do Benfica, que inviabilizavam os contra-ataques contrários.
E, com a bola nos pés, a equipa de Mourinho acabou por instalar-se no ataque. Não só no meio-campo contrário, mas também no último terço. Dos 350 passes completados pelas águias, 122 foram já no terço defensivo dos dragões, nos 35 metros mais próximos da baliza de Diogo Costa. Porém, não conseguiu retirar vantagem disso.
Ciente de que este era um jogo a eliminar, a equipa de Farioli fechou-se e defendeu (bem) a vantagem. Só precisou de 63 passes no último terço ofensivo, praticamente metade do oponente. No total, completou 288.
A cronologia do ímpeto das duas equipas sublinha, por fim, o equilíbrio das duas equipas, num jogo que teve bons momentos de parte a parte e um resultado sempre em discussão. Ganhou o futebol português.
