Se é verdade que todos os elementos podem fazer a diferença numa equipa, mesmo os que não jogam, a partida de ontem foi exemplo disso para o FC Porto. Falamos de Jardel, como é conhecido há décadas no Dragão o técnico de equipamentos. Recentemente, em entrevista a O JOGO, a energia e atitude deste membro da “Famiglia Portista” foram destacadas por Farioli, que no clássico viu o Jardel em grande – uma frase que pôde ser escrita vezes sem conta nos anos 90 e agora com outro significado.
Assim que viu o sangue a jorrar pelo rosto de Martim Fernandes, que partiu o nariz logo no início do jogo, Jardel percebeu que tinha de ser proativo.
Nos jogos em casa, cada jogador do FC Porto tem três camisolas disponíveis, mas o roupeiro de imediato mandou estampar mais três camisolas para o lateral-direito numa sala de apoio que fica perto do balneário.
Como as regras impedem que se jogue com sangue no equipamento, Martim teve de trocar quatro vezes de camisola, valendo a prudência e antecipação de Jardel, no complemento para a abnegação do jogador.
É que, logo no momento da lesão, o nariz foi “posto no sítio”. Ao intervalo, Martim estava cheio de dores, mas fez questão de continuar a jogar, acabando substituído por Alberto Costa à entrada para o último quarto de hora.
Se o jogo fosse fora de casa, não havia outra hipótese que não a de tentar tirar o sangue com álcool.