A mais recente declaração de rendimentos disponível de André Ventura, líder do Chega e candidato presidencial, data de junho de 2025 e reporta-se ao ano fiscal de 2024. A declaração apresentada em dezembro, já no âmbito da candidatura presidencial, poderá não estar acessível antes do dia das eleições, uma vez que a Entidade para a Transparência determina um período de congelamento de 30 dias após a entrega.

De acordo com a mesma fonte, relatou a revista ‘Sábado’, não são esperadas alterações relevantes face à declaração anterior, uma vez que os rendimentos declarados dizem respeito ao mesmo ano. O documento revela uma situação patrimonial simples quando comparada com a de outros responsáveis políticos.

André Ventura não declara qualquer imóvel em seu nome. A habitação onde reside pertence à mulher, Dina Nunes Ventura, com quem é casado em regime de comunhão de adquiridos. Trata-se de um apartamento situado num condomínio de luxo com piscina, na freguesia do Parque das Nações, em Lisboa. A revista semanal recorda que esta realidade contrasta com a descrição feita pelo próprio político num debate, em que se referiu a uma casa de “30 metros quadrados”.

No que respeita a rendimentos, o líder do Chega declarou apenas os valores auferidos enquanto deputado da Assembleia da República, num total de 62.714 euros ao longo de 2024. Não declara participações em empresas, ações ou quotas, nem possui veículos automóveis.

No sistema bancário, André Ventura declarou uma única conta à ordem com um saldo de 121.858 euros, não apresentando qualquer tipo de passivo. Esta ausência de encargos fixos e de investimentos financeiros é apontada como uma das razões para a acumulação gradual de poupança ao longo dos anos.

O candidato presidencial vendeu em 2023 o BMW Série 1 que possuía, passando desde então a deslocar-se num veículo do partido, com motorista e seguranças, incluindo no tempo livre. Atualmente, não tem aplicações financeiras a prazo nem produtos de investimento com maior risco, concentrando as poupanças exclusivamente na conta à ordem.

Em declarações anteriores à revista, André Ventura explicou esta opção pela falta de apetência para investimentos financeiros. Antes das eleições presidenciais de 2020, afirmou não ter “jeito para investimentos, nem para aplicações”, justificando assim a manutenção das poupanças num único instrumento sem risco nem retorno.

A declaração recorda ainda que, em 2017, aquando da entrega do primeiro registo patrimonial, André Ventura era sócio de uma pastelaria em Loures, juntamente com o sogro, participação que viria a alienar nesse mesmo ano.