Um novo empreendimento residencial de grande escala está prestes a avançar numa zona central de Lisboa, com impacto direto na oferta habitacional e na dinâmica urbana da cidade. O projeto prevê a construção de duas torres no Areeiro e estabelece um valor mínimo dos apartamentos que começa nos 350.000 euros, num contexto marcado pela escassez de novos fogos em áreas consolidadas da capital.

A operação, designada A-Living, foi apresentada como um projeto de uso misto, integrando habitação, comércio e serviços, numa localização com forte densidade urbana e elevada procura residencial, a poucos metros de uma das principais estações de metro da cidade.

De acordo com o portal de compra e venda de imóveis, Idealista, o projeto encontra-se totalmente licenciado, com todos os pareceres e autorizações necessárias já emitidos, incluindo o Título Único Ambiental e o contrato de urbanização celebrado com a Câmara Municipal de Lisboa.

Segundo a mesma fonte, este enquadramento elimina riscos regulatórios relevantes e permite que as obras de preparação do terreno e de infraestruturas possam arrancar de imediato, ficando apenas pendente a fase de execução da empreitada.

As duas torres previstas terão 13 e 21 pisos, respetivamente, e representam uma das maiores intervenções residenciais recentes numa zona central de Lisboa. Escreve o portal que o conjunto edificado terá uma área vendável próxima dos 28.000 metros quadrados.

A implantação do projeto procura responder à procura crescente por habitação em áreas bem servidas de transportes, comércio e equipamentos urbanos, beneficiando de acessibilidades diretas a várias zonas da cidade.

Comércio e serviços integrados no edifício

O embasamento do edifício será ocupado por dois pisos destinados a atividades económicas. Cerca de 2.100 metros quadrados serão afetos a comércio, enquanto aproximadamente 2.600 metros quadrados ficarão reservados a serviços, incluindo escritórios e clínicas.

Esta componente não habitacional pretende reforçar a lógica de proximidade e reduzir a necessidade de deslocações, integrando diferentes usos num único espaço urbano.

Uma oferta residencial concentrada em tipologias mais pequenas

A componente habitacional será composta por 245 apartamentos, maioritariamente estúdios, T1 e T2. Segundo o Idealista, esta escolha reflete as tendências atuais do mercado, marcadas por agregados mais pequenos e maior procura por soluções funcionais em zonas centrais. Todos os apartamentos incluem estacionamento privativo, distribuído por quatro pisos subterrâneos, um fator considerado relevante num bairro com elevada pressão automóvel.

Os preços expectáveis dos apartamentos começam nos 350.000 euros. Este valor posiciona o empreendimento num segmento médio-alto, alinhado com a localização e com a escassez de nova construção em zonas consolidadas de Lisboa. O projeto surge num contexto em que a oferta de habitação nova no centro da cidade é limitada, o que tem contribuído para a subida generalizada dos preços.

Em comunicado, Miguel Gonçalves Ferreira, Associate Director da CBRE Portugal, afirma que o A-Living “representa uma das oportunidades mais sólidas no atual panorama do mercado imobiliário de Lisboa”, destacando a escala do projeto e a segurança urbanística associada.

Já João Duarte Silva, Diretor de Capital Markets de Residencial e Logística da CBRE Portugal, explica que se trata de “um projeto totalmente aprovado, pronto para avançar”, acrescentando que, num contexto de escassez habitacional, pode contribuir para uma cidade mais funcional e adaptada às novas dinâmicas urbanas.

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