“Guerreiras do K-Pop” se tornou um fenômeno absoluto na Netflix, quebrando recordes de audiência e conquistando fãs com sua mistura de música coreana e batalhas épicas contra demônios. No centro da trama, além das HUNTR/X, um personagem rouba a cena com seu visual marcante e passado misterioso: Jinu, o líder do boygroup rival, Saja Boys.
Se você ficou com o coração apertado ao descobrir que ele abandonou sua família há 400 anos em troca de uma vida de luxo, saiba que existe um detalhe escondido que revela o que aconteceu com as pessoas que ele deixou para trás.
O passado trágico de Jinu e o pacto com Gwi-Ma
Antes de ser a estrela imortal dos Saja Boys, Jinu era um humano comum vivendo na era Joseon, há cerca de quatro séculos. Sua vida era marcada pela pobreza extrema e pelo desespero de ver sua mãe doente e sua irmã mais nova passando fome. No filme, Jinu confessa que seu único bem era um banjo antigo, usado para tentar arrecadar moedas nas ruas, sem sucesso.
A reviravolta acontece quando o vilão Gwi-Ma oferece a Jinu uma saída: em troca de sua alma, ele teria riqueza, beleza e poder. O peso da culpa que Jinu carrega ao longo de toda a história vem da sua decisão de aceitar o acordo e entrar no palácio, deixando sua mãe e irmã na miséria. Mas, embora o filme não dedique uma cena longa ao destino delas, a resposta está mais explícita do que muitos imaginam.
Família de Jinu em “Guerreiras do K-Pop” – Divulgação/Netflix O que aconteceu com a família de Jinu?
A chave para entender o destino da família de Jinu está na introdução do filme. Durante as cenas iniciais, que mostram a origem das primeiras caçadoras de demônios e a criação do Honmoon (a barreira mágica), há uma breve aparição de uma mulher e uma criança sendo atacadas por criaturas sombrias.
De acordo com análises confirmadas por portais como o IGN Brasil, essas personagens são justamente a mãe e a irmã de Jinu. A cena mostra que, apesar de terem sido abandonadas por ele, elas não foram consumidas pelas trevas naquele momento. Elas foram salvas pelas caçadoras originais, o que cria um paralelo poético: enquanto Jinu se tornava um demônio para fugir da dor, sua família era protegida pelas mesmas guerreiras que, séculos depois, seriam suas maiores rivais.
Cena da animação ‘Guerreiras do K-Pop’ (2025) – Reprodução/Netflix
O impacto desse segredo torna a relação entre Jinu e Rumi ainda mais profunda. Jinu passou 400 anos acreditando que sua família havia morrido por culpa de seu egoísmo. Ao encontrar Rumi, que é metade demônio e metade caçadora, ele vê uma chance de finalmente fazer a escolha certa.
Cena da animação ‘Guerreiras do K-Pop’ (2025) – Reprodução/Netflix
No clímax da produção, Jinu toma a decisão que define sua redenção: ele sacrifica sua própria essência para ajudar Rumi a destruir Gwi-Ma e fortalecer o Golden Honmoon. Segundo detalhes da produção, esse ato não foi apenas para salvar o mundo, mas uma forma de Jinu honrar a memória de sua família, escolhendo proteger quem ele ama em vez de buscar apenas o próprio benefício.
Daniela Bazi é jornalista graduada pela UNINOVE, e bruxa formada na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Amante de animações, filmes e séries, também é fã de divas pop, entusiasta da Disney e k-popper nas horas vagas.