O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul permitirá eliminar tarifas para 91% das exportações europeias destinadas aos países sul‑americanos e para 92% das vendas do Mercosul para o mercado europeu.

Andreia Neves – Antena 1
No total, será criado um espaço económico integrado que representa mais de 700 milhões de consumidores e um PIB conjunto superior a 22 biliões de dólares, segundo dados da Comissão Europeia.
Para Bruxelas, este tratado abre o acesso a um mercado historicamente protegido, sobretudo nos setores onde a indústria europeia é mais competitiva. Entre os beneficiados destacam‑se a indústria automóvel e a maquinaria industrial, segmentos nos quais hoje vigoram tarifas entre 35% e 14%, que desaparecerão de forma progressiva após a entrada em vigor do acordo.
O impacto será igualmente significativo para outros setores industriais, como o químico e o farmacêutico, bem como para os produtos agroalimentares com denominações de origem protegida, incluindo vinhos e queijos.
No caso português, produtos estratégicos como o azeite e o vinho — duas das principais exportações nacionais para o Brasil — deverão ver as suas tarifas reduzidas e, posteriormente, eliminadas. A expectativa é de que este alívio tarifário abra espaço à expansão das vendas nacionais no maior mercado sul‑americano.
De acordo com a Comissão Europeia, as exportações agroalimentares da UE para o Mercosul atingiram 3,3 mil milhões de euros em 2024. Em comunicado, Bruxelas sublinha que a eliminação das tarifas mais elevadas irá “impulsionar as vendas externas europeias, especialmente nos produtos de maior interesse exportador”.
Logo às quatro da tarde a presidente da Comissão Europeia , Ursula Von Der Leyen, sendo que o presidente do Conselho Europeu, António Costa vai estar presente esta sexta-feira no Rio de Janeiro no Palácio Itamariti para um encontro com o presidente Lula da Silva.
A reunião acontece na véspera da assinatura formal do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, em Assunção no Paraguai. Uma forma de puxar para o Brasil a importância política do acordo alcançado.
Lula da Silva não vai estar amanhã no Paraguai. O Brasil é representado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, tornando a assinatura no Paraguai um ato técnico e diplomático.
O Paraguai tentou elevar a cerimónia de amanhã para o nível mais alto com os chefes de Estado, mas a iniciativa provocou desconforto entre os países da América do Sul, sobretudo o Brasil.