À margem de uma visita às oficinas da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, Catarina Martins fez um último apelo ao voto e, sobretudo, aos indecisos.
“Num momento em que há candidatos que fazem tantas contas, mas não apresentam uma única ideia para o país, continuo a dizer, do primeiro ao último dia da campanha, que as campanhas têm de ser sobre ideias porque a candidatura da Presidência tem de ser sobre uma ideia para a nossa democracia e para o nosso país”, defende. “Eu quero uma economia qualificada, de salários dignos, de pensões dignas.”
Sobre prognósticos para domingo, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda diz apenas que confia na campanha que fez. “As pessoas sabem que podem contar comigo porque eu sou coerente, consistente, e estive sempre ao lado de quem trabalha e de quem constrói este país”, sublinha, avisando que vai a “todo o país” numa altura em que o Estado está a “falhar na Saúde, na educação”.
“Apelo ao voto, no domingo, com essas duas garantias: cá estarei para uma democracia forte de homens e mulheres iguais e cá estarei pelo salário, pela pensão, pela Saúde, pela habitação, por um país que é solidário e que pode ter também uma economia melhor”, afirmou.
Aos indecisos, avisou: “Lembrem-se que escolhas, todos temos de fazer. Mas a primeira volta das eleições presidenciais é sobre convicção, é votar naquilo em que se acredita. Isto não é um jogo tático em que perdemos todos. Quem quer puxar pelo salário, puxar pela pensão, quem sabe que o Estado não pode continuar a falhar na Saúde e na habitação, sabe que eu estarei todos os dias a dar voz às populações.”
E garante: “Eu não abandono o meu país, eu não abandono Portugal e quem acredita nele.”