A distância que separa um homem da liberdade pode ser medida em alguns passos e outros tantos ferimentos leves. Parece pouco, mas é imenso, e neste reduzido espaço pode caber o futuro de um país. Nicolás Maduro e Cilia Flores ainda tentaram fechar-se no bunker de aço, no interior do Fuerte Tiuna, mas falharam o intento. Ela, a valente militante chavista, terá ficado com escoriações no rosto e costelas partidas. Ele, o herdeiro vivo da mitologia bolivariana, teve, sobretudo, de dobrar a espinha. Ao fim daquela noite de inferno, em que Caracas foi sobrevoada por 150 aeronaves, das quais mais de 20 helicópteros, vindas de 20 locais do hemisfério ocidental, acabaram humilhados, de chinelos, olhos vendados, algemados, a caminho da tutela de Donald Trump.
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