A Bial prepara-se para adquirir o controlo sobre medicamentos de seis marcas da GlaxoSmithKline (GSK) utilizados no tratamento da doença pulmonar obstrutiva crónica e da asma.


A informação consta de uma notificação enviada pela Bial Portela à Autoridade da Concorrência relativa à aquisição do controlo sobre um conjunto de ativos da GSK. Em causa figuram medicamentos de marcas da GlaxoSmithKline conhecidas como Elebrato Ellipta, Laventair Ellipta, Revinty Ellipta, Trelegy Ellipta, Anoro Ellipta e Relvar Ellipta.


Ao Negócios, fonte da Bial explica que está a negociar um acordo à luz do qual “a GSK poderá conceder-lhe uma licença para promover, comercializar, distribuir e vender em Portugal determinados produtos do seu portefólio na área respiratória”, sendo que atualmente, explica, a empresa com sede na Trofa já promove e distribui alguns deles.


Contudo – esclarece – “a GSK é e manter-se-á  titular da autorização de introdução no mercado dos referidos produtos e a Bial será o representante dos mesmos em Portugal”.


Controlada pela família Portela, a maior farmacêutica portuguesa, que celebrou no ano passado 100 anos de vida, arrancou em 1990 com as suas atividades em inovação e três anos depois inaugurava um avançado centro de I&D, onde viria a nascer o primeiro medicamento de investigação portuguesa.


Em 2009, ao fim de 15 anos de investigação e perto de 400 milhões de euros de investimento, a Bial lançava o seu primeiro fármaco — o Zebinix (que combate a epilepsia) —, tendo sete anos depois, após 11 anos de I&D e 280 milhões de euros, arrancado com a comercialização do Ongentys (que atrasa a progressão da doença de Parkinson).


Em 2021, a Bial assinou um acordo de licenciamento exclusivo para a Europa com a Sumitomo Pharma America daquela que, segundo a farmacêutica portuguesa, é “a primeira e única película sublingual, para o tratamento ‘on-demand’ dos episódios ‘off’ em doentes adultos com doença de Parkinson que não estão suficientemente controlados com a medicação antiparkinsónica oral”.


Liderada desde janeiro de 2021 por António Portela (a quarta geração da família), a Bial é hoje reconhecida internacionalmente ao nível das neurociências e das doenças raras.


(Notícia atualizada às 18h30 com informação facultada pela Bial)