Pep Guardiola assumiu, esta sexta-feira, em conferência de imprensa, qual será o esquema tático que Michael Carrick, treinador interino do Manchester United, até ao final da presente temporada, irá apresentar, naquele que é o encontro ‘cabeça de cartaz’ da 22.ª jornada da Premier League, perante o ‘seu’ Manchester City.

Ruben Amorim, que foi demitido do cargo de timoneiro dos red devils há menos de duas semanas, apostou, desde o momento em que foi adquirido ao Sporting (em novembro de 2024, a troco de uma verba na ordem dos 11 milhões de euros), no tão badalado 3x4x3. A equipa pode, agora, regressar a um ‘desenho’ assente numa linha de quatro defesas, mas, na opinião do espanhol, o problema dos eternos rivais não é esse.

“Se jogas com uma linha de cinco na defesa e não funciona, e jogas com uma linha de quatro na defesa e também não funciona, então, tens de jogar com uma linha de cinco”, começou por afirmar o responsável dos citizens, em declarações reproduzidas pela estação televisiva britânica Sky Sports.

“Com uma linha de quatro na defesa, podes jogar extraordinariamente bem, e com uma linha de cinco na defesa, podes jogar extraordinariamente bem. Se mudasses e tudo estivesse bem, então, qualquer um era treinador. Seria fácil. Não é assim que funciona”, prosseguiu.

“Os jogadores apresentam-se na sua melhor versão quando a equipa funciona bem, e não se apresentam na sua melhor versão quando a equipa não funciona bem”, completou.

“Michael Carrick? Quando não tens informações…”

Questionado sobre a impressão que guarda de Michael Carrick (que, aos 44 anos de idade, assumirá o leme do Manchester United, temporariamente, já pela segunda vez), Pep Guardiola limitou-se a atirar: “Se não tens mais informações sobre o adversário, tens de focar-te em ti mesmo e nos jogadores”.

“Podes ter algumas ideias daquilo que o Middlesbrough fez, ou de quando o Michael foi interino do Manchester United, mas a tática tem a ver com os jogadores, e os jogadores com que ele irá contar, amanhã, serão diferentes daqueles com que contou, no Middlesbrough. Não tenho um desconto de tempo para lhes dizer o que o Michael quer fazer”, refletiu.

“Quando não tens informações, o melhor é focares-te em ti próprio. O jogo que fizemos, recentemente, contra o Chelsea, que tinha um novo treinador [Calum McFarlane], foi completamente diferente ao nível da maneira como jogaram na segunda parte. É por isso que tens de focar-te em ti mesmo”, acrescentou.

Já sobre esta ‘acesa’ rivalidade, mesmo num período de maior debilidade por parte dos red devils, comentou: “É o que é. Eu não posso controlar aquilo que o Manchester United fez. Eu não sei o que aconteceu, porque não estou lá”.

“Rúben Dias vai regressar em breve”

A terminar, Pep Guardiola ‘levantou o véu’ a propósito do boletim clínico do Manchester City: “Sem o John [Stones], o Rúben [Dias] e Josko [Gvardiol], estamos numa situação difícil, não por um jogo, mas por um período prolongado. É uma situação difícil. O Rúben vai regressar em breve. O Josko não, e o John logo veremos”.

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