A líder da oposição venezuelana acredita que será eleita Presidente da Venezuela quando “o momento certo chegar”. Em entrevista à Fox News, após o encontro com Donald Trump esta quinta-feira, Maria Corina Machado foi questionada sobre se acredita que algum dia chegará a Presidente.
“Quero servir o meu país, onde sou mais útil. Tenho um mandato e tenho-o muito presente, todos os dias”, explicou à jornalista da Fox News. Referiu, por exemplo, que liderar a oposição “significou correr grandes riscos”, não só para a própria segurança, como também “para a família e equipas”.
“Acho que há uma missão e que vamos transformar a Venezuela numa terra de elogios”, que será “a inveja do mundo. (…) Acredito que serei eleita, quando o momento certo surgir, a primeira mulher Presidente da Venezuela.”
Sobre o encontro com Donald Trump, a quem entregou a medalha de Nobel da Paz, explicou que quis “partilhar” com o líder norte-americano “a profunda confiança no povo venezuelano”.
“O país quer viver com democracia, dignidade, justiça e liberdade. Queremos que os nossos filhos voltem para casa e trabalhem em conjunto para a segurança de todo o hemisfério”, afirmou. “Queria que ele [Donald Trump] soubesse que há apoio e esperança na Venezuela em relação ao que ele está a fazer.”
O encontro entre Corina Machado e Donald Trump aconteceu na Casa Branca e foi a primeira reunião após a detenção de Nicólas Maduro. O líder deposto da Venezuela foi detido por soldados norte-americanos durante uma operação a 2 de janeiro. Foi levado para os EUA e presente a juiz em Manhattan, enfrentando acusações de narcotráfico.
Esta sexta-feira, Maria Corina Machado disse estar confiante de que a Venezuela vai assistir a uma transição ordenada. “Estou profundamente confiante de que teremos uma transição ordenada [para eleições]”, disse a líder da oposição da Venezuela, durante uma visita à Heritage Foundation, um think tank conservador com fortes ligações à administração Trump.
Corina Machado defendeu que o país precisa de uma transição democrática e voltou a visar o regime, que considera uma “estrutura criminosa”. “Isto não tem nada a ver com tensões ou relações entre mim e Delcy Rodriguez. Isto tem a ver com um cartel e justiça. Isto é sobre uma estrutura criminosa (o atual regime) e o mandato dado pelo povo da Venezuela”, referiu Corina Machado, acrescentando ter a convicção de que o regime acabará por cair.
“Quando o regime cair, e a transição for concluída, os EUA serão uma nação mais segura, com mais prosperidade e mais força”, disse ainda a líder da oposição venezuelana. Já antes, quando questionado por um jornalista, Corina Machado se tinha recusado a dar detalhes sobre a forma como conseguiu abandonar a Venezuela. “Em relação aos detalhes de como deixei a Venezuela, para proteção dos envolvidos e dos que me ajudaram a chegar aqui, vou esperar que o regime não tenha capacidade para os atingir. Houve um momento na viagem em que me magoei, porque as ondas eram muito altas”, recorda Corina Machado.