As ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, de impor novas taxas alfandegárias a vários países europeus que se opõem à anexação da Gronelândia provocaram quedas generalizadas nas bolsas e empurraram o ouro para um novo máximo histórico.

As principais praças europeias abriram a semana em queda, cenário que a meio de manhã se mantinha. Perto das 10h desta segunda-feira, o índice português recuava 1,12%, acompanhando a tendência das restantes bolsas.

O EuroStoxx 600, índice de referência na Europa, recuava 1,64%, movimento acompanhado pela bolsa francesa, onde o CAC 40 desvalorizava 1,47%; pela praça britânica, onde o FTSE100 baixou 0,53%; e pelo mercado alemão, onde o DAX negociava também em terreno negativo (-1,25%).

Neste sábado, Donald Trump ameaçou impor novas taxas alfandegárias aos produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia caso estes países não apoiem as ambições dos Estados Unidos de anexar a Gronelândia e até que “um acordo seja alcançado para a venda completa e integral” do território.

A ameaça reacendeu os receios de uma nova guerra comercial entre a Europa e os Estados Unidos, levando os investidores a aplicar o dinheiro em activos considerados seguros, como é o caso do ouro.

O preço do ouro subiu 2,1%, para cerca de 4034 euros por onça, enquanto o valor da prata teve um acréscimo de 4,4%.

Se a ameaça de Trump for por diante, a taxa adicional de 10% aplicada aos produtos exportados para os Estados Unidos entrará em vigor a partir de 1 de Fevereiro e poderá subir para 25% em Junho.

Num comunicado conjunto, os governos dos oito países visados pelas ameaças norte-americanas realçaram que os exercícios militares que estão a ser levados a cabo na Gronelândia “não representam uma ameaça para ninguém” — a Alemanha, Finlândia, França, Países Baixos, Noruega, Suécia e Reino Unido, além da Dinamarca, foram escolhidos por Trump por terem enviado contingentes militares para a Gronelândia na última semana.