O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (19) que sua principal preocupação em relação ao governo dos Estados Unidos é a “postura negacionista de retirar vacinas de crianças”, após o presidente Donald Trump defender a redução do número de imunizantes no calendário de vacinação infantil. A declaração foi feita durante café com a imprensa, no qual foram apresentados os resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).

Segundo Padilha, os EUA começaram este ano “cortando vacinas para as crianças, enquanto o Brasil está ampliando a vacinação para as crianças”. “Isso não afeta só a saúde dos Estados Unidos, mas também a dos vizinhos mais próximos e o conjunto do continente americano”, disse o ministro.

Questionado sobre o andamento do processo de retirada de sanções contra familiares impostas pelo governo Trump, Padilha disse tratar-se de um tema que não o preocupa. “Em relação ao governo americano, o que mais me preocupa é a postura negacionista de retirar vacinas das crianças”, afirmou.

Padilha destacou que a parceria do Sistema Único de Saúde (SUS) com Estados e municípios impediu que os 38 casos importados de sarampo registrados em 2025 se “transformassem em surto” no país.

A América “perdeu o certificado de continente livre do sarampo graças à explosão de casos que aconteceu nos Estados Unidos, Canadá e México. Mais de 90% dos casos de sarampo aconteceram na América do Norte”, pontuou o ministro.

Até 7 de novembro de 2025, foram notificados 12.596 casos confirmados de sarampo em dez países, 30 vezes mais do que os casos registrados em 2024, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O ministro da Saúde, Alexandre Padilha — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil