A Honda apresentou a sua nova unidade motriz para a temporada de Fórmula 1 de 2026, assinalando o início da parceria com a Aston Martin. O motor, designado RA626H, foi desenvolvido de acordo com os novos regulamentos da categoria, que dão maior destaque à componente elétrica.

O RA626H equipará o futuro AMR26 e foi revelado juntamente com um monolugar de demonstração em verde, já com o novo logótipo da Honda. A atenção centra-se agora nos testes de pré-época, que decorrerão em Barcelona entre 26 e 30 de janeiro, antes da primeira corrida em Melbourne.

A nova regulamentação técnica obriga as equipas a aprofundarem a compreensão tanto da fiabilidade como do desempenho dos monolugares. Para isso, os primeiros dias de testes serão dedicados à verificação dos sistemas, com recurso a sensores adicionais e instrumentos aerodinâmicos, permitindo recolher dados em condições reais de pista.

Apesar das dificuldades enfrentadas no passado com a McLaren, a Honda terminou a primeira era dos motores híbridos turbo como o segundo construtor mais bem-sucedido, com 72 vitórias. Este sucesso foi alcançado sobretudo com a Red Bull, antes da saída temporária da marca da Fórmula 1 e da separação da equipa de Milton Keynes, que passou a desenvolver o seu próprio motor em parceria com a Ford.

Os últimos rumores vindos são pouco animadores, mais ainda olhando truque da taxa de compressão variável que será usado pela Mercedes. Espera-se um início de parceria dificil, mas a Honda já demonstrou no passado ter capacidade para encontrar soluções.

“Temos nove dias de testes em pista antes de chegarmos a Melbourne, e será um desafio compreender o carro”, afirmou Andy Cowell, diretor de estratégia. “Estamos a tentar perceber tanto a fiabilidade como o desempenho. Normalmente, nas primeiras sessões verificamos todos os sistemas. Haverá sensores adicionais no carro, instrumentos aerodinâmicos e mais sensores na unidade de potência, para compreender o veículo no seu ambiente real.”

“Fazemos muitos testes em Sakura e em Silverstone, mas o verdadeiro ambiente é a pista. Depois é preciso perceber o desempenho do carro, e aí o feedback do piloto é fundamental, tal como os dados recolhidos pelos sensores.”

“Vamos forçar e aprender. Já temos um plano definido, mas iremos adaptá-lo dia após dia, com base no que formos aprendendo.”