A Transtejo está a estudar duas ligações fluvias, uma delas é uma novidade: a chegada ao Parque das Nações, em Lisboa, ainda sem certezas quanto aos outros pontos de passagem.
Para esta ligação não há uma data concreta, embora o presidente da Trastejo sublinhe que “nunca antes de 2028” estará pronta, mas para a já anunciada travessia Algés – Trafaria são esperadas novidades já no próximo ano.
“Eu diria que durante o ano de 2027 poderemos iniciar uma operação em testes em Algés”, afirmou Rui Rei, mas para isso “precisamos de terminar estes estudos e depois precisamos da colaboração da Câmara de Oeiras, Lisboa e de Almada”.

Quanto ao Parque das Nações, questionado se é uma certeza que avança, diz que é preciso perceber através de estudos se a ligação é viável.
A juntar à eventual procura, sublinha que têm de ser vistas as “condições de navegabilidade naquela zona, porque tem muita concentração de areias, de lodos”, obrigando a uma grande dragagem.
Mais perto de acontecer está uma carreira-piloto ao fim de semana, que ligará o Cais do Sodré ao Barreiro e ao Seixal. Esta ligação tripartida deverá arrancar até março, apontou Rui Rei, podendo vir a passar para a semana também.

Reclamações “baixaram substancialmente”
O anúncio de novas ligações foi feito no dia em que a Trasntejo assinalou os 50 anos numa viagem a partir do Cais do Sodré, em Lisboa, e que contou com a presença do ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.
Com a entrada gradual dos dez barcos elétricos da empresa, é esperado que a fiabilidade do serviço melhore. Em 2025, mesmo apenas com dados até agosto, foi batido um recorde de reclamações que já não era tão alto desde 2018, conforme a Antena 1 noticou no ano passado.
“No que diz respeito às reclamações por supressões, não tenho nenhuma dúvida que já baixaram substancialmente, até porque nós reduzimos em 92% essas supressões“, garante Rui Rei, embora admita que continuam a existir “algumas dificuldades”, dando como exemplo recente a travessia do Montijo.
