Fernanda, que “não gostava que ninguém falasse com ela”, morreu como viveu na última década: na absoluta solidão, sem que, durante dois anos, alguém se tivesse apercebido que a mulher de 73 anos estava morta em casa, um apartamento no Bairro S. Roque da Lameira, em Campanhã, de onde a Câmara do Porto tentou, inclusive, despejá-la ao longo deste tempo, por não pagar a renda.