Em Itália, há o Papa – e há Valentino.” Foi assim que Walter Veltroni, então presidente da Câmara de Roma, descreveu o icónico designer num perfil publicado pelo The New Yorker em 2005. A frase, repetida ao longo dos anos como um provérbio moderno, condensa a dimensão simbólica de Valentino Garavani – um homem que transcendeu a moda para se tornar parte do imaginário cultural italiano. Valentino morreu em casa, em Roma, aos 93 anos, rodeado pela família. Com ele, parte uma ideia de elegância absoluta, feita de disciplina, beleza e prazer.