Outsider da Faria Lima, o banqueiro Daniel Vorcaro conquistou espaço no centro financeiro do país com uma promessa simples: oferecer investimentos com rentabilidade muito superior à dos rivais, com CDBs que pagavam até 140% do CDI. Para quem desconfiava, o banco acenava com a rede de segurança do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que reembolsa até R$ 250 mil por CPF. O rendimento alto não foi a única coisa a chamar a atenção. O estilo de vida ostentação ganhou as redes. As extravagâncias incluíam festa de debutante ao ritmo do DJ Alok, carros importados, casa em Trancoso e mansão no Distrito Federal onde se dedicava ao seu maior investimento: cultivar uma extensa agenda de contatos de políticos em Brasília. Até que a maré começou a mudar…
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Master começa a enfrentar problemas, e Vorcaro negocia uma saída com uma oferta de compra pelo banco. No meio do caminho são reveladas irregularidades.
Depois que Toffoli entrou no caso, oitivas foram suspensas na primeira quinzena de dezembro, assim como perícias nos celulares apreendidos. Começa uma etapa de entraves para as investigações e os reguladores.
Revelações incluem mais personagens na trama que seriam próximos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Um novo point entra na história: o resort do Paraná.
O que ainda vem pela frente…
Ex-sócios de Vorcaro e ex-diretores do BRB vão depor na PF nos próximos dias. Teor será crucial para definir se ministro devolve o caso à primeira instância. STF avalia o que fazer para conter desgaste da Corte após atuação do ministro. Advogado de Vorcaro que é historicamente contra delação premiada deixa o caso.