Viúva do banqueiro Joseph Safra (1938-2020), fundador do Banco Safra, Vicky Safra (73) figura hoje entre as maiores fortunas do Brasil. Com patrimônio estimado em R$ 120,5 bilhões, ela ocupa o segundo lugar no ranking de brasileiros mais ricos de 2025, segundo a revista Forbes, ficando atrás apenas de Eduardo Saverin (43), cofundador do Facebook.
De origem grega, Vicky se casou com Joseph Safra ainda adolescente, aos 17 anos. O marido construiu um dos maiores impérios financeiros do mundo, cuja história teve início no século XIX, na Síria, e ganhou força no Brasil a partir da década de 1950, quando a família Safra se estabeleceu no país. O Banco Safra foi oficialmente criado em 1972, após a aquisição de outras instituições financeiras.
Juntos, Vicky e Joseph tiveram quatro filhos e 14 netos. Após a morte do banqueiro, em 2020, aos 82 anos, ela passou a administrar a herança e também a liderar a Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, organização voltada ao apoio de projetos nas áreas de saúde, educação, artes e cultura.
Vicky e Joseph Safra em 2006 Uma das maiores residências do mundo
Além da fortuna bilionária, Vicky Safra é dona de um dos imóveis residenciais mais impressionantes do planeta. Localizada no bairro do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, a chamada “Mansão Safra” é considerada a 11ª maior residência do mundo, de acordo com ranking da revista Architectural Digest, especializada em arquitetura.
O imóvel ocupa um terreno de aproximadamente 22 mil metros quadrados e possui mais de 11 mil metros quadrados de área construída, superando em tamanho a Casa Branca e sendo duas vezes maior que o Palácio da Alvorada. Construída na década de 1990, a residência conta com cinco andares, sendo três subterrâneos, além de mais de 130 cômodos interligados por nove elevadores.
Avaliada inicialmente em cerca de US$ 11 milhões, a mansão teve seu valor multiplicado ao longo dos anos. Atualmente, segundo a imobiliária italiana de luxo Santandrea, o imóvel é estimado em US$ 500 milhões, o equivalente a R$ 2,89 bilhões. De acordo com levantamento da Folha de São Paulo, o valor do IPTU do imóvel pode ficar próximo a R$ 1 milhão por ano.
Interiores sigilosos
Inspirado no Palácio de Versalhes, o projeto arquitetônico é assinado pelo francês Alain Raynaud e mantém seus interiores sob absoluto sigilo. Relatos publicados à época da construção indicam que o estilo também dialoga com palácios da nobreza romana. O The New York Times, em 1999, chegou a classificar a residência como digna “dos palácios de nobres romanos”.
A mansão dispõe ainda de piscina olímpica, heliporto, sete suítes familiares, sistema de segurança reforçado com guaritas e controle de acesso, além de um consumo de energia que, segundo estimativas antigas, seria suficiente para abastecer uma cidade de cerca de dois mil habitantes.
Após a morte de Joseph Safra, a família enfrentou disputas judiciais relacionadas à herança, encerradas em setembro de 2024, quando os herdeiros anunciaram um acordo para pôr fim aos processos, sem divulgação dos valores envolvidos.
Hoje, a mansão no Morumbi permanece como um dos símbolos mais visíveis da grandiosidade do legado Safra — e do poder financeiro concentrado nas mãos de uma das mulheres mais ricas do país.