Beatriz sobreviveu a um grave acidente de carro e sempre quis agradecer a quem esteve ao seu lado nos primeiros e decisivos momentos. No ‘Dois às 10’, esse desejo tornou-se realidade com um reencontro marcado pela emoção.

Beatriz esteve no ‘Dois às 10’ para contar a impressionante história de sobrevivência que viveu depois de um grave acidente de carro. O que não esperava era que o programa se tornasse também o palco de um reencontro muito aguardado — com as pessoas que estiveram no lugar certo, à hora certa, e que podem ter sido decisivas para que hoje esteja viva.

O acidente aconteceu no dia 31 de janeiro de 2025. Beatriz seguia de carro com a irmã, Janete, quando o veículo se despistou. Atrás delas vinham, por mero acaso do destino, uma enfermeira e um bombeiro, que pararam de imediato para prestar auxílio.

As consequências foram graves. Beatriz sofreu hemorragias no cérebro e no fígado, um traumatismo craniano e várias fraturas que a deixaram perto de ficar tetraplégica e até mesmo da morte. A ajuda recebida nos primeiros momentos revelou-se crucial.

Depois da sua passagem pelo programa da TVI, Beatriz fez um apelo sentido: queria encontrar quem a tinha socorrido, para poder agradecer. Durante muito tempo, não sabia quem eram essas pessoas, apenas que nunca deixaram de estar presentes nos seus pensamentos.

O destino voltou a cruzar caminhos. A enfermeira que a ajudou reconheceu-a através das redes sociais e entrou em contacto. Esta quarta-feira, o reencontro aconteceu em estúdio. Mas a surpresa não ficou por aqui. Entrou em estúdio Luís Almeida, o bombeiro que também prestou auxílio naquela tarde dramática. Durante muito tempo, Luís nunca soube se Beatriz tinha sobrevivido. «Nunca soube o que aconteceu depois», admitiu. «O importante foi ela ter saído das minhas mãos com vida», sublinhou.

Com 15 anos de profissão e uma história familiar ligada aos bombeiros, Luís explicou que, naquele momento, entrou automaticamente em “modo bombeiro”. «As pulsações da Beatriz estavam fracas», revelou, lembrando a tensão dos minutos que antecederam a chegada da emergência.

O reencontro foi marcado por emoção, gratidão e abraços sentidos. Para Beatriz, poder olhar nos olhos de quem a ajudou foi fechar um ciclo. Para Filipa e Luís, foi a confirmação de que, naquele dia, o acaso salvou vidas.