“A Dama com Arminho” é um dos quatro retratos femininos assinados por Leonardo da Vinci no final do século XV. A pintura retrata Cecília Gallerani, amante do duque Ludovico Sforza (“O Mouro”), patrono do artista em Milão. Segundo os historiadores de arte, o pequeno roedor da família das doninhas que a jovem segura no colo remete para o duque, também conhecido em Itália por “Ermellino”, por ter recebido a Ordem do Arminho. Acredita-se que, na altura, Cecília já estaria grávida do filho que veio a ter com Ludovico.
Esta “obra de arte de valor incalculável”, é o “novo alvo” de Berlim, um dos um dos protagonistas de “La Casa de Papel” (Netflix), interpretado pelo ator espanhol Pedro Alonso e personagem central do spin-off da série espanhola que lhe deu nome.
A segunda temporada de “Berlim” tem estreia marcada para 15 de maio. Desta vez, o famoso ladrão reúne o seu gangue para dar um golpe magistral em Sevilha. Berlim, Damián e companhia engendram uma ardilosa estratégia onde nada é o que parece.
O bando — que conta agora com um novo elemento, Candela (Inma Cuesta), — finge orquestrar o roubo da pintura de Leonardo Da Vinci, quando os seus verdadeiros alvos são outros. “O desafio despertará o lado mais sombrio e rancoroso de Berlim, bem como a sua sede de vingança”, adianta a Netflix.
A nova temporada da série criada por Álex Pina e Esther Martínez Lobato, conta com oito episódios. Além de Pedro Alonso, também Michelle Jenner (Keila), Tristán Ulloa (Damián), Begoña Vargas (Cameron), Julio Peña Fernández (Roi) e Joel Sánchez (Bruce) retomam os seus papéis, a que se juntam José Luis García-Pérez (Honor) e Marta Nieto (Madre).
Curiosamente (ou não), “A Dama com Arminho” tem uma história atribulada que envolve dois roubos. A pintura, adquirida legalmente em Itália pelo príncipe polaco Adam Jerzy Czartoryski, no final do século XVIII, foi roubada duas vezes durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1939 foi confiscada pelos nazis juntamente com toda a coleção Czartoryski. Mais tarde, em 1945, a Gestapo retirou-a do país e abandonou-a perto de Salzkammergut, na Áustria. Só regressou à Polónia no ano seguinte, em 1946, devolvida pelas tropas americanas.
Atualmente, propriedade da Fundação Princesa Czartoryski, aquele que é considerado “o primeiro retrato moderno da história da arte por romper com a rigidez dos perfis renascentistas” está normalmente exposto no Museu Nacional de Cracóvia. Em abril de 2011 fez uma breve digressão europeia com passagens por Madrid, Berlim e Londres. Contudo, o quadro nunca esteve exposto em Sevilha, a menção no novo spin-off de “La Casa de Papel” é pura ficção.
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