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De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros equatoriano, o acesso foi impedido pelos funcionários consulares, que agiram “para garantir a proteção dos cidadãos equatorianos presentes no consulado no momento”. O Equador apresentou já uma queixa oficial junto das autoridades dos Estados Unidos.

O incidente ocorre num momento de elevada tensão na cidade norte-americana, apenas dias após o enfermeiro de cuidados intensivos Alex Pretti ter sido morto por agentes do ICE durante protestos contra a política de imigração da administração Trump em Minneapolis.

Segundo o comunicado do Ministério, um agente da agência norte-americana de Imigração e Alfândega (ICE) tentou entrar nas instalações do consulado às 11h00 locais. O Equador recorda que, de acordo com a Convenção de Viena sobre Relações Consulares de 1963, as instalações consulares são “invioláveis” e que as autoridades do país anfitrião não podem aceder a elas sem o consentimento do chefe do posto consular.

O Ministério equatoriano sublinha que os seus funcionários não deram qualquer autorização para a entrada do agente. A Convenção apenas prevê consentimento em situações de urgência, como incêndios ou desastres naturais.

Um vídeo divulgado por meios de comunicação equatorianos mostra um funcionário consular a fechar a porta e a impedir a entrada do agente, dizendo: “Este é o consulado, não tem autorização para entrar”. O agente respondeu ameaçando o funcionário, que reiterou que se tratava de “um escritório de governo estrangeiro”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Equador informou que entregou de imediato uma carta de protesto à embaixada norte-americana em Quito, marcando um raro momento de tensão entre o Presidente equatoriano, Daniel Noboa, e a administração Trump. Recorde-se que, há pouco mais de dois meses, os dois líderes tinham acordado reforçar a cooperação económica e comercial entre os dois países.

O episódio surge num contexto de forte presença de agentes de imigração nos Estados Unidos: cerca de 3.000 oficiais estão atualmente destacados na região do Minnesota, numa das prioridades da administração Trump, que visa reforçar o controlo das fronteiras e aplicar de forma mais rigorosa as regras de imigração.

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