Álvaro Arbeloa, treinador do Real Madrid, em declarações na conferência de imprensa após a derrota com o Benfica por 4-2 no Estádio da Luz:
Foi um final de jogo caótico, com o Benfica e o Real Madrid a precisarem de um golo…
«Estivemos longe do que queríamos ter sido. Não estivemos à altura das dificuldades do jogo, da exigência do adversário, do ambiente e do que eles jogaram. Não fomos capazes de estar 90 minutos à altura do que era necessário. Antes de virmos cá já sabíamos que tínhamos de trabalhar muito e muito para melhorar. Estamos conscientes que nos falta muito para fazer e agora é olhar para o próximo jogo. Para ganhar este tipo de jogos, temos de fazer muitas coisas bem e fazê-las durante 90 minutos.»
Esteve em muitos momentos raros como jogador. Como viu o momento de hoje em que o guarda-redes do Benfica a marcar um golo decisivo aos 90+7 minutos?
«Não é a primeira vez que um guarda-redes me marca um golo. Evidentemente que eles tinham de arriscar e nós estávamos com dois jogadores a menos e também tínhamos de marcar para conseguir um lugar no top-8. No fim, eles ganharam.»
Ficou surpreendido pela forma como o Benfica jogou? No fim também deu um grande abraço a Mourinho. De que falaram?
«Não me surpreendeu nada. Já tinha dito nesta sala de imprensa e noutras entrevistas que dei que a exigência do jogo ia ser muito alta. Conhecia perfeitamente o nível do adversário e o ambiente e o treinador que íamos enfrentar. Disse-o aos jogadores, mas não soube transmitir-lhes o que eu queriam que fizessem e campo e o nível que eu queria que eles atingissem. Quando as coisas não saem e quando a equipa está longe do nível que atingimos, por exemplo, em Villarreal, a responsabilidade é sempre minha porque não consegui que os jogadores abordagem o jogo da forma como em queria. O que falei com o José fica entre ele e eu.»
No último ano e meio tem-se repetido muitas vezes a palavra intensidade quando se fala do Real Madrid. Pensa que faltou isso?
«Faltaram-nos muitas coisas. Este foi um jogo de Liga dos Campeões, de nível Liga dos Campeões contra uma equipa que jogava a vida, que precisava de ganhar e que estava perante os seus adeptos e que não só colocou intensidade no jogo como defendeu muito bem e atacou muito bem. Creio que a nós faltaram-nos muitos argumentos futebolísticos para somar os três pontos, ganhar o jogo e superar o Benfica.»