O anúncio surge após o líder russo ter mantido uma longa conversa telefónica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Mas não aceitou um cessar-fogo mais amplo, mesmo que por por período determinado de tempo.

Russian President Vladimir Putin speaks during a meeting with the president of the Central African Republic during the latter’s visit to Moscow, Russia, 16 January 2025.  EPA/EVGENIA NOVOZHENINA / POOL

O presidente russo, Vladimir Putin, concordou em suspender os ataques contra alvos de infraestrutura energética na Ucrânia por 30 dias, após uma conversa telefónica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avançam alguns órgãos de informação internacionais. Putin ordenou que as forças armadas russas cessassem os ataques contra instalações de energia, informou o Kremlin em comunicado citado pelas agências noticiosas após uma longa conversa telefónica entre os dois líderes. Mas Putin não aceitou o cessar-fogo mais amplo que Trump lhe terá proposto.

O líder russo manifestou preocupação de l trégua pudesse ser usada pela Ucrânia para mobilizar mais soldados e rearmar-se. Segundo o Kremlin, Putin também indicou a Trump que “a condição fundamental para evitar a escalada do conflito e trabalhar em direção à sua resolução por meios políticos e diplomáticos deve ser a completa cessação da ajuda militar estrangeira e do fornecimento de informações de inteligência a Kiev”.

Em comunicado, a Casa Branca afirmou que os líderes concordaram que as negociações sobre uma possível trégua marítima, bem como um cessar-fogo mais amplo, começariam “imediatamente”, no quadro das negociações mantidas na Península Arábica. Trump escreveu nas redes sociais que a conversa com Putin foi “muito boa e produtiva”.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou inicialmente que estava aberto a apoiar a proposta dos EUA e a interromper os ataques à infraestrutura energética russa, mas alertou que Moscovo está a tentar atrasar as negociações para um cessar-fogo e enfraquecer Kiev.

Os ataques a alvos energéticos têm sido uma constante na invasão russa à Ucrânia, provocando regularmente cortes de energia em todo o país e afetando principalmente o quotidiano dos cidadãos, principalmente durante o rigoroso inverno ucraniano.

Os ataques ucranianos contra refinarias, depósitos de petróleo e instalações industriais russas também aumentaram desde janeiro. Os ataques paralisaram até cerca de 10% da capacidade de refinação russa.