A depressão Kristin já passou, depois de ter deixado seis mortos e um rasto de destruição, na madrugada de quarta-feira. Mas a chuva, o vento, a neve, o frio e o mar agitado vieram para ficar até pelo menos domingo, sobretudo no norte do país. Não se prevê para já nenhuma nova depressão, mas as frentes continuarão a chegar e a atingir a Península Ibérica, porque as portas do Atlântico continuam abertas por causa do bloqueio ao jet stream, o jato polar, que circula por latitudes muito baixas. Mas já lá vamos.
☔ Assim vai chover em Portugal até domingo.
???? Fevereiro não parece que vá ser muito diferente… ????
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????⛈️ Neste domingo, dia 1, chegará a próxima tempestade com chuvas fortes e generalizadas.
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Já nesta quinta-feira, todos os distritos da costa portuguesa estão sob aviso laranja (o segundo mais alto da escala) para a agitação marítima. O alerta prolonga-se até à madrugada de domingo, intercalando com aviso amarelo — os momentos mais críticos serão entre a madrugada de sexta-feira e a noite de sábado. A situação merece maior atenção em três distritos — Braga, Porto e Viana do Castelo — que estão a vermelho entre as 21h de sexta-feira e as 3h de sábado.
Longe das rajadas recorde de 178 km/h verificadas durante a depressão Kristin, o vento continuará a ser uma preocupação. Na sexta-feira, entre as 12h e as 21h, estará em vigor um alerta amarelo em Aveiro, Coimbra, Leiria, Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real Braga, Castelo Branco e Guarda. Braga, Viana do Castelo, Vila Real Braga, Castelo Branco e Guarda têm também em vigor um aviso amarelo para neve entre sexta-feira e a manhã de sábado.
Para sexta-feira, o IPMA prevê alguma precipitação, em especial nas regiões Norte e Centro, vento forte no litoral e nas terras altas ((onde as rajadas podem atingir 75km/h)) e uma pequena descida de temperatura, além da forte agitação marítima. “Períodos de chuva ou aguaceiros, mais frequentes e intensos nas regiões Norte e Centro e a partir do meio da manhã, que poderão ser ocasionalmente sob a forma de granizo e acompanhados de trovoadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, em particular no litoral”. E espera-se, também, queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela.
Atenção aos Avisos Meteorológicos para Portugal Continental:
Agitação Marítima – Laranja [ 28 Jan 23:32 – 29 Jan 15:00 ]#avisosipmahttps://t.co/8lLfX78CL8 pic.twitter.com/mDJumHAvPS— IPMA (@ipma_pt) January 29, 2026
No sábado, o cenário pouco se altera, mas com a chuva a intensificar-se e o vento e o frio também. Estão previstos “períodos de chuva mais frequentes e intensos” no Norte e no Centro e, a partir de meio da manhã, essa precipitação pode ocorrer sob a forma de granizo. Além de uma nova descida de temperatura, espera-se um ligeiro aumento da velocidade do vento. “Vento fraco a moderado (até 30 km/h) de sul/sudoeste, tornando-se a partir do meio da manhã, moderado a forte (30 a 50 km/h) no litoral, em especial do Norte e Centro, com rajadas até 75 km/h, e nas terras altas, com rajadas até 100 km/h”.
No domingo, o IPMA admite chuva “frequente e intensa” no litoral das regiões Norte e Centro, e há a “possibilidade de ocorrência de trovoada no final do dia”. Ao contrário dos dias anteriores, espera-se uma “pequena subida da temperatura”, em especial da mínima, que volta a ser contrariada com nova descida na segunda-feira.
Isto significa não só que nos próximos dias não vai parar de chover, nevar e fazer frio, como os modelos apontam para que o tempo se mantenha assim toda a primeira quinzena de fevereiro. Muitos dirão que se trata de uma situação normal no inverno, mas mais que chuvoso, janeiro costuma ser frio. E o que aconteceu foi que de tanta precipitação em Portugal e Espanha, as terras estão ensopadas, as barragens cheias e com necessidade de fazer descargas, pelo que os rios vão encher, os terrenos não vão conseguir absorver mais água e o perigo de cheias e desmoronamentos será uma constante.
A culpa, meteorológica de toda esta situação continua a ser do jet stream, a corrente de ventos polares que circula à volta da Terra. No Verão, esses ventos são constantes e circundam o polo Norte, sem grandes oscilações, pelo que as massas de ar quente sobem facilmente até ao nosso hemisfério. No Inverno enfraquecem, a corrente desce e oscila, permitindo a ‘injeção’ de massas de ar frio polar ou ártico, bem como a chegada de depressões que se formam no Atlântico Norte, à Península Ibérica, Reino Unido e sul de França.
????️ A revolução do jato polar vai continuar: a toda a velocidade e a latitudes muito baixas, com efeitos em Portugal.
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É o que se está a passar agora, sem nada que indique uma mudança até meio de fevereiro. Duas grandes oscilações da corrente polar — bloqueada por um anticiclone no norte da Europa que tem servido de ‘escudo’ ao mau tempo nestes países –, uma sobre os Estados Unidos e outra sobre ‘nós’, tem causado grandes distúrbios na atmosfera. Daí a tempestade que levou a queda de neve histórica em quase todos os estados norte-americanos e no Canadá e aos comboios de tempestades que não têm parado de nos atingir, a mais forte (ainda que não a maior) delas a Kristin.
Por isso as depressões e frentes atlânticas vão continuar a chegar. Até quando, ainda não é possível saber. Para já até domingo. Provavelmente até meio de fevereiro. Depois é impossível fazer previsões.
[Esta é a história de como dezenas de portuguesas se juntaram a mulheres de vários outros países e se tornaram seguidoras de uma seita controlada por um guru manipulador. Recrutadas numa escola de yoga em Lisboa, muitas acabaram em casas de massagens eróticas ou a serem filmadas em cenas de sexo e orgias. “Os segredos da seita do yoga” é o novo Podcast Plus, do Observador. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim. Ouça o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]