queremos verTambém o presidente da República lamentou a mprte do cineasta, lembrando que este “tinha tido recentemente o seu momento de consagração com o díptico Mal Viver e Viver Mal, uma poderosa tragédia (e comédia) a partir de Strindberg que multiplicava as vozes e os pontos de vista num único cenário”.
“Há décadas que o cineasta vinha filmando o lado B de Portugal, a miséria, a emigração, a violência e o “mau-gosto”, num registo entre o melodrama, o documentário e o teatral, projeto que passava por um longo trabalho coletivo com os atores”, lembra Marcelo Rebelo de Sousa em nota publicada no site da presidência.
“A sua morte precoce priva-nos de uma voz forte e singular no momento da sua maior afirmação, incluindo a projecção internacional”, remata, “prestando homenagem ao meticuloso e destemido cronista de um país que nem sempre queremos ver”.
João Manuel Altavilla Canijo nasceu em 1957 no Porto, onde frequentou o curso de História na Faculdade de Letras entre 1978 e 1980, tendo descoberto a paixão pelo cinema logo de seguida.
No meio iniciou-se como assistente de realização de Manoel de Oliveira, Wim Wenders, Alain Tanner e Werner Schroeter, entre outros, como recordavam os autores de uma entrevista feita para o projeto “Novas & velhas tendências no cinema português contemporâneo” da Escola Superior de Teatro e Cinema publicada em 2011.