“Uau”, tinha reagido o magnata, dono do X, em sinal de surpresa diante da publicação de um utilizador que afirmava que a medida adotada pelo governo espanhol, que permitiria regularizar cerca de 500 mil pessoas no país, era uma estratégia para ter “eleitores fiéis” e “derrotar a extrema-direita”. “A lógica é simples: legalizar meio milhão de pessoas, acelerar o processo de cidadania (que para muitos pode levar apenas dois anos) e, na prática, terá importado um enorme bloco de eleitores fiéis e em dívida com a esquerda”, lia-se na publicação.
Em resposta, Sánchez escreveu apenas: “Marte pode esperar. A Humanidade não”.
Ao contrário dos seus homólogos europeus, Sánchez mantém uma postura pró-imigração. O governo anunciou um plano para regularizar a situação de meio milhão de imigrantes, a maioria da América Latina, uma medida destinada a impulsionar o crescimento económico do país, que atingiu 2,8% em 2025. O anúncio gerou críticas da oposição de direita e extrema-direita. O líder do Partido Popular (direita), Alberto Núñez Feijóo, classificou a medida como “absurda”, enquanto o líder do Vox, partido de extrema-direita e terceira maior força política do país, Santiago Abascal, acusou Sánchez de “acelerar a invasão” para “substituir” o povo espanhol e pareceu confundir regularização com naturalização, processo pelo qual uma pessoa obtém a cidadania e o direito de votar nas eleições gerais.