A declaração foi feita esta tarde de sexta-feira numa conferência na capital moçambicana com a direção do serviço de investigação criminal moçambicana e elementos da Polícia Judiciária portuguesa.
Pedro Ferraz, administrador do banco BCI, subsidiária em Moçambique do grupo português Caixa Geral de Depósitos (CGD) e do também português BPI, suicidou-se numa casa de banho pública do Polana Serena Hotel, em Maputo, no dia 19 de janeiro.
Esta morte chocou a comunidade portuguesa e moçambicana e foi seguida de uma cooperação na investigação entre Portugal e Moçambique.
Na segunda-feira, chegou a Moçambique uma equipa portuguesa composta por elementos da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, enviada pelo Governo português.
Hoje, numa conferência de imprensa conjunta da PJ portuguesa e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) moçambicano, em Maputo, a hipótese já anteriormente avançada de suicídio foi confirmada.
Santos Martins, inspetor chefe da PJ portuguesa, reconheceu que, num primeiro momento, e dada “a quantidade e vestígios detetados, bem como o grau de violência desta morte”, foram suscitadas dúvidas quanto à sua causa.
“Após a realização da inspeção ao local da ocorrência e de múltiplas diligências, as conclusões preliminares do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) sobre a averiguação da causa de morte, apontavam para a possibilidade de estar perante um quadro de suicídio ou seja, não existindo a intervenção de terceiros na morte de Pedro Ferraz Reis”, disse.
Após a decisão de um trabalho conjunto envolvendo equipas multidisciplinares de Portugal e Moçambique, este “permitiu reunir, consolidar, fixar e sistematizar os elementos de prova, conferindo-lhes toda a coerência relativamente aos acontecimentos”, cujas conclusões foram hoje apresentadas.
c/ Lusa