Na reunião do seu gabinete, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou esta quinta-feira que pediu “pessoalmente” a Vladimir Putin para parar os ataques contra Kiev e outras cidades ucranianas durante uma semana devido ao “frio extremo” que se vive no país e que vai persistir nos próximos dias.

“Putin concordou em fazê-lo”, afirmou Trump, dizendo que “foi muito simpático” da parte do russo. “Muitas pessoas disseram-me: ‘Não desperdice a chamada, eles não o vão fazer’. Mas eles aceitaram e ficámos muito feliz que o tenham feito“, acrescentou.

Segundo o jornal Ukrinform, a Ucrânia vai ficar toda abaixo de zero durante o fim de semana. As temperaturas deverão cair valores entre os. -12.ºC e os -26.ºC, afirma a publicação.

O líder norte-americano disse ainda que os ucranianos não precisam de “mísseis a cair nas suas cidades” enquanto têm que lidar com tanto frio. Sobre a reação da Ucrânia a esta notícia, Trump alegou que “quase nem acreditaram mas ficaram muito felizes“.

Para Steve Witkoff, enviado dos EUA nas negociações para o fim da guerra, o Kremlin está “a fazer coisas pelas quais, talvez, as pessoas não lhes deem o devido crédito”, referindo-se a esta medida que a Rússia terá tomado. “Acho que se deve ao seu espírito indomável”, disse ainda o enviado, virando-se para Donald Trump na reunião.

Pouco depois da reunião, o correspondente do Financial Times na capital ucraniana, Christopher Miller, que falou com oficiais do governo do país, noticiou que os ucranianos que só souberam desta pausa anunciada por Trump através das suas declarações na reunião do gabinete.

De acordo com as fontes contactadas pelo correspondente, a Ucrânia “não recebeu um sinal da Rússia e não há qualquer certeza que um cessar-fogo tenha sido implementado”.

Se Volodymyr Zelensky não sabia, não deu sinais disso na publicação que fez mais tarde na rede social X. O Presidente da Ucrânia disse que o assunto tinha sido discutido no encontro em Abu Dhabi e considerou “importante” a declaração do norte-americano.

“O fornecimento de energia é fundamental para a vida. Valorizamos os esforços dos nossos parceiros para nos ajudar a proteger vidas. Obrigado, Presidente Trump!”, escreveu o ucraniano, tendo sublinhado que as equipas dos países “discutiram este assunto nos Emirados Árabes Unidos”.

Steve Witkoff aproveitou ainda a reunião de gabinete para dar um ponto de situação sobre o estado das negociações entre Rússia e Ucrânia para o fim da guerra. O enviado revelou que a última reunião nos Emirados Árabes Unidos acabou com “muitos progressos” e que as conversações vão continuar “dentro de cerca de uma semana”.

“Muitas coisas boas estão a acontecer entre as contrapartes”, afirmou Wiktoff, explicando que estão a discutir “o acordo sobre as terras”. “Temos um acordo de protocolo de segurança que está praticamente concluído, um acordo de prosperidade que está praticamente concluído”, disse ainda.

“E penso que o povo da Ucrânia está agora esperançoso e espera que consigamos chegar a um acordo de paz em breve”, sublinhou.

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