A manhã no Dois às 10 ficou marcada por um dos testemunhos mais dolorosos dos últimos tempos. Catarina Araújo contou, em lágrimas, como segurou o filho Miguel nos braços já sem vida, após um tumor cerebral lhe roubar a vida em apenas dez dias.

O estúdio do Dois às 10 viveu um dos momentos mais emocionantes desta manhã quando Catarina Araújo partilhou a história do pequeno Miguel, que morreu com apenas dois anos e nove meses, vítima de um tumor cerebral fulminante. O relato da mãe, sobretudo a descrição dos últimos instantes ao lado do filho, deixou Cristina Ferreira visivelmente abalada, incapaz de conter as lágrimas. «É uma dor tremenda ver isto»

Miguel era um menino saudável, alegre e muito ligado à família. Gostava de brincar, dançar no rancho com os pais e avós e tinha um sorriso que conquistava todos à sua volta. Tudo mudou em poucos dias, quando começou a queixar-se de dores de cabeça e de ouvidos. Inicialmente diagnosticado com uma otite, o quadro agravou-se rapidamente e, em apenas dez dias, o menino perdeu forças até não resistir, falecendo a 24 de dezembro de 2025.

Em direto, Catarina descreveu o sofrimento vivido no hospital e o momento em que pediu para segurar o filho uma última vez. Contou que o teve ao colo já sem vida, numa imagem que marcou profundamente quem assistia — dentro e fora do estúdio. Foi nessa altura que Cristina Ferreira, emocionada, confessou a dificuldade em ouvir um testemunho tão doloroso, sublinhando a dimensão da perda de uma mãe que vê partir um filho nos braços.

Para além da dor irreparável, Catarina e o marido enfrentam ainda a revolta com a falta de apoio da Segurança Social, que recusou o reembolso das despesas do funeral por Miguel não ter descontos. Uma situação que consideram injusta e que os levou a avançar com uma petição para tentar mudar a lei e evitar que outras famílias passem pelo mesmo. Para assinar: consulte aqui.

Entre lágrimas, memórias e silêncio pesado no estúdio, ficou o retrato cru de uma perda impossível de aceitar — e de uma mãe que transformou a sua dor numa luta, para que a história do pequeno Miguel não seja esquecida.